Uma carteira “perdida”, promessa de recompensa e um momento de distração bastaram para golpistas roubarem dados bancários e dinheiro de uma mulher de 68 anos em São Vicente, no litoral de São Paulo. O prejuízo chegou a R$ 16,8 mil, e o caso foi registrado como estelionato na manhã desta terça-feira (28).
Segundo o boletim de ocorrência (BO), a vítima caminhava pela Rua João Ramalho, no Centro, quando encontrou uma carteira caída no chão. Ao perguntar a um homem que passava se o objeto era dele, recebeu resposta positiva. Em seguida, uma segunda suspeita se aproximou e passou a participar da conversa.
O trio permaneceu no local por alguns instantes e, em determinado momento, o homem disse que recompensaria a idosa pela devolução da carteira. A outra mulher também teria sido incluída na suposta gratificação, ao afirmar que viu o objeto no chão. Convencida pelos dois, a vítima aceitou acompanhá-los. O momento foi registrado por imagens de monitoramento obtidas pelo VTV News (veja abaixo).
Golpe da carteira
Eles seguiram até a Praça João Pessoa, onde o suspeito disse que entregaria o suposto prêmio prometido, que estaria dentro de uma fábrica. “A outra moça foi primeiro. Quando ela voltou, ele me disse: ‘Agora é a vez da senhora’ e me entregou uma chave. Só que eu tinha que deixar a bolsa com eles”, relatou Vera Lúcia Belasco ao VTV da Gente.
A vítima foi até o local indicado e, ao retornar, percebeu que a suspeita havia desaparecido junto com seus pertences. Dentro da bolsa estavam documentos pessoais, cartão bancário e o dinheiro sacado pouco antes. Posteriormente, também foi identificado um empréstimo de R$ 16 mil feito no nome dela.
“Agora vamos conversar com o gerente do banco para tentar cancelar o empréstimo e reverter a situação. Fica o alerta para os idosos não deixaram as senhas dos cartões na bolsa”, complementou o filho de Vera, Thiago Belasco Bezerra da Silva, de 39 anos.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou que o caso foi registrado no 1º Distrito Policial (DP). “A vítima foi orientada quanto ao prazo para representação criminal, necessário para o prosseguimento da investigação em crimes desta natureza, o que não ocorreu até o momento”, informou a pasta.