A Vigilância Sanitária de Campinas interditou uma clínica odontológica localizada na Rua 13 de Maio, no Centro da cidade, após identificar uma série de irregularidades durante fiscalização. O estabelecimento funcionava sem licença sanitária e apresentava falhas nos procedimentos de esterilização, descarte inadequado de resíduos de serviços de saúde e problemas na estrutura física. A interdição foi total e incluiu também o equipamento de raios X da clínica.
Fiscalização encontrou falhas em procedimentos e estrutura
Durante a inspeção, os fiscais constataram que os processos de esterilização adotados pela clínica não atendiam às normas sanitárias exigidas para garantir a segurança dos pacientes. Além disso, foram identificadas falhas no gerenciamento dos resíduos produzidos durante os atendimentos e inadequações na estrutura física do imóvel, consideradas incompatíveis com o funcionamento do serviço odontológico.
Entre as irregularidades registradas estavam a utilização de água com sujidades no sistema de resfriamento do motor odontológico — equipamento que entra em contato com a boca dos pacientes —, pia destinada à higienização das mãos com acúmulo de sujeira e acionamento manual, materiais que deveriam estar limpos, mas apresentavam resíduos visíveis, e a tentativa de esterilização de itens descartáveis, prática proibida pelas normas sanitárias.
Estabelecimento foi localizado durante busca ativa
Segundo a Vigilância Sanitária, a clínica não fazia parte do cadastro de estabelecimentos fiscalizados e foi identificada por meio de um trabalho de busca ativa. Essa estratégia consiste em localizar empresas que atuam sem licença por meio de visitas em campo, monitoramento de redes sociais e consultas aos registros de CNPJ existentes no município, entre outras ferramentas utilizadas pela equipe de fiscalização.
Após a inspeção, foi determinada a interdição completa do estabelecimento, incluindo o equipamento de radiologia utilizado para exames odontológicos. A clínica poderá apresentar recurso administrativo no prazo de dez dias.
Funcionamento só será liberado após regularização
De acordo com a Vigilância Sanitária, a retomada das atividades dependerá da regularização de todas as irregularidades apontadas durante a fiscalização. A desinterdição somente será autorizada após nova avaliação técnica que comprove o cumprimento das exigências legais e sanitárias.
Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública da responsável pela clínica sobre a interdição.