Uma operação da Polícia Civil de Campinas resultou, nesta segunda-feira (19), na apreensão de mais de quatro mil cosméticos fabricados e comercializados de forma clandestina por uma empresa sediada em Americana, na Região de Campinas.
A proprietária do negócio foi presa em flagrante e responderá por crimes contra a saúde pública, contra as relações de consumo e contra o meio ambiente, cujas penas somadas podem chegar a 24 anos de prisão.
Segundo a investigação conduzida pela 1ª DIG/Deic de Campinas (Departamento Estadual de Investigações Criminais e Gerais), a empresa anunciava e vendia seus produtos pelas redes sociais, sobretudo no Instagram, sem qualquer registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou em órgãos de fiscalização sanitária. O mandado de busca e apreensão foi cumprido no local após diligências que confirmaram a atividade irregular.

Produtos com substâncias tóxicas
Durante a operação, os agentes localizaram:
- 400 litros de água oxigenada;
- 120 quilos de decapante industrial — substância classificada como altamente tóxica;
- Uma série de outros produtos prontos para venda ou em fase de envase, como 3.900 frascos de rejuvenescedor facial, shampoos antiqueda e anticaspa, protetores solares, sabonetes íntimos, tônicos capilares e pó descolorante.
- Também foram encontradas 500 embalagens vazias, indicando a continuidade da produção.

A perícia inicial confirmou a ausência de controle sanitário, bem como os riscos associados à manipulação e distribuição dos produtos. Além dos danos potenciais à saúde, os policiais identificaram irregularidades ambientais no descarte de insumos e resíduos químicos, sem qualquer protocolo de contenção.
A responsável pela empresa foi autuada em flagrante e não teve direito à fiança. Após os procedimentos legais, foi encaminhada à Cadeia Pública de Monte Mor, onde permanecerá à disposição da Justiça. Segundo a Polícia Civil, o caso segue em apuração para identificar eventuais colaboradores e ampliar a responsabilização por danos causados ao meio ambiente e aos consumidores.
As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas.