Um homem de 52 anos foi preso por importunação sexual após se masturbar diante de funcionárias de um hospital público em São Vicente, no litoral de São Paulo, porque, segundo ele, estava com “muito tesão”. O boletim de ocorrência também aponta que ele sugeriu a uma enfermeira que o acompanhasse ao banheiro.
➡️ Importunação sexual é praticar, sem o consentimento da vítima, um ato de natureza sexual para satisfazer o próprio desejo sexual ou o de outra pessoa. Segundo o Código Penal, o crime prevê pena de 1 a 5 anos de prisão.
O caso aconteceu na tarde da última segunda-feira (5), quando ele deu entrada no Hospital Municipal Doutor Olavo Honeaux de Moura, localizado no Humaitá, para passar por uma avaliação psiquiátrica. Ele havia sido levado ao local já contido em razão de um “comportamento insultuoso”, que não foi especificado no BO.
Segundo o relato de uma enfermeira que integra a equipe de gestão da unidade, duas profissionais foram ao quarto para retirar as contenções do homem após ele receber alta médica. Foi nesse momento, de acordo com o BO, que ele teria abaixado parcialmente as calças e começado a se masturbar diante das funcionárias.
Pediu desculpas
Depois disso, as duas profissionais deixaram o local e pediram ajuda a outra enfermeira, que entrou no ambiente e repreendeu o paciente, determinando que ele respeitasse as profissionais. Ele, então, cobriu o órgão genital e, segundo o registro policial, ficou “assustado”, começou a chorar e passou a pedir desculpas.
O BO acrescenta que o homem afirmou não ter querido praticar aquela conduta. Em seguida, pediu à enfermeira que não o tratasse daquela forma e chegou a dizer que ela não deveria tratá-lo “como trata o seu marido”.
Prisão
A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada pela equipe de enfermagem e, ao chegar ao hospital, ouviu o relato das testemunhas. Diante das circunstâncias, os guardas deram voz de prisão ao homem e o conduziram ao 3º Distrito Policial (DP) de São Vicente, sem resistência, para as providências de polícia judiciária cabíveis.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), o caso foi registrado como importunação sexual. Ele passou por audiência de custódia nesta terça-feira (6). O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) foi procurado para informar o resultado da audiência, mas ainda não retornou. O texto poderá ser atualizado.




