O acusado Ruan Malavazi Gois, de 32 anos
A Justiça de São Vicente expediu um alvará de soltura para Ruan Malavazi Gois, de 32 anos, que dirigia sem habilitação, sob efeito de álcool no momento em que atropelou e matou a soldado da Polícia Militar Bruna Magalhões Jurasky, de 36 anos.
A defesa de Ruan pediu a mudança da medida pois o caso foi registrado como homicídio culposo, ou seja, quando não há a intenção de matar, e por isso, a prisão preventiva não deve ser aplicada. A decisão da 2ª Vara Criminal da cidade acatou a solicitação da defesa, e Malavazi foi solto na última sexta-feira (6).
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O acusado seguirá respondendo ao processo em liberdade e terá que seguir algumas medidas, como o uso da tornozeleira eletrônica. Ele também está proibido de sair da cidade, frequentar locais que servem bebidas alcoólicas e obter Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
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Além disso, a Justiça pediu alteração na denúncia do Ministério Público (MP). Na mudança, pede para acrescentar que, a Polícia Militar constatou que Ruan apresentava sinais de embriaguez, como odor etílico e olhos avermelhados.

O caso
Bruna Magalhães Jurasky, de 36 anos, soldado do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior, foi atropelada e morreu enquanto estava à caminho do serviço, e dirigia pela Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. O motorista, que causou o acidente, estava embriagado e entrou na contramão da via, a atingindo de frente. Ele foi preso em flagrante.
Segundo dados da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), o condutor do carro alegou que a vítima estava na faixa de desaceleração em sua motocicleta, quando o Ruan saiu do bairro na contramão e colidiu frontalmente com a PM. A soldado foi socorrida e levada ao Pronto Socorro de Cubatão, mas não resistiu aos ferimentos.