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Caso Henry Borel chega ao décimo dia e pode ter sentença dos réus hoje (3) no Rio

Acusação e defesa apresentam argumentos finais
Vista do Segundo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro durante o décimo dia de julgamento dos réus pela morte do menino Henry Borel.

O julgamento dos réus pela morte do menino Henry Borel entra no décimo dia nesta terça-feira (3), no Segundo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, com expectativa de sentença ainda hoje.

Nesta fase, os assistentes de acusação e os advogados de defesa terão, cada grupo, até três horas para expor suas teses aos jurados.

Depois acusação e defesa ainda podem se manifestar em réplica e tréplica. Em seguida, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, se reúne para deliberar e, por maioria, definir o destino dos réus. A leitura da sentença ficará a cargo da juíza Elizabeth Machado Louro.

Ontem (2), ocorreram os depoimentos do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, que à época era padrasto da vítima, e de Monique Medeiros, mãe da criança.

O relato da mãe durou cerca de seis horas, período em que ela afirmou ter sido dopada pelo ex-companheiro no dia dos fatos. Durante a sessão, Medeiros pediu que Jairinho deixasse a sala. Também foi relembrado um episódio ocorrido enquanto Henry estava com o pai biológico, Leniel Borel. Segundo Monique, Leniel contou que o menino relatou ter recebido de Jairinho um “abraço apertado”, o que chamou sua atenção.

Na sequência, Jairinho foi ouvido por várias horas, mas respondeu apenas às perguntas de sua própria defesa. Ele afirmou que, na madrugada de 8 de março de 2021, levou Henry ao Hospital Barra D’Or porque acreditava que o menino havia se engasgado.

Demais depoimentos

A babá Thayná de Oliveira Ferreira afirmou ter sido coagida por Monique e por uma assessora de Jairinho. Segundo o depoimento, ela teria recebido instruções para excluir mensagens do celular e sustentar que a relação dentro da família era tranquila. Thayná também relatou ter sofrido pressão para dar entrevistas em defesa do casal.

A profissional afirmou à juíza Elizabeth Machado Louro que deseja rever versões apresentadas ao longo da investigação. Ela é ré em um processo por falso testemunho, em razão das divergências identificadas entre os depoimentos prestados durante a apuração do caso.

Ao longo do andamento das investigações, passou a relatar supostos episódios de agressão contra a criança e disse ter enviado mensagens à mãe do menino mencionando condutas atribuídas a Jairinho.

Já o irmão de Monique, Bryan contou ainda uma série de episódios que, segundo ele, apontariam para um comportamento de controle exercido pelo ex-vereador Jairinho sobre Monique. O irmão da acusada afirmou que ela teria sido vítima de agressão física por parte do ex-companheiro. Segundo ele, Jairinho teria chegado embriagado em casa após um evento e a acordado ao enforcá-la, motivado por ciúmes.

Ele afirmou que o ex-vereador apresentava ciúmes intensos, acompanhava os passos da então companheira e teria chegado a levá-la a acreditar que o telefone celular estava sob escuta.

O pai de Henry relatou detalhes sobre a separação de Monique, ocorrida cerca de seis meses antes da morte do menino. Segundo ele, quando a criança morreu, Monique já morava com Jairinho havia aproximadamente um mês e meio.


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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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