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Caso Maria Eduarda: Justiça mantém prisão de quatro réus

Quatro pessoas respondem por homicídio qualificado pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante salto em junho
audiência Maria Eduarda: A esquerda, cena ao ar livre com duas pessoas fazendo rope jump a partir de uma plataforma no alto, com mata e campo ao fundo; à direita, retrato de Maria Eduarda.

A Justiça de Limeira manteve a prisão dos quatro réus acusados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma prática de rope jump. A jovem morreu em 13 de junho, após ser lançada de uma ponte sem a corda de segurança. Além disso, o juiz marcou a audiência de instrução e julgamento para 17 de setembro, às 12h30.

Quatro pessoas respondem pelo caso

A decisão é do juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira. Os réus são Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento, além dos instrutores Vitor de Freitas Gonçalves, Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff.

Os quatro respondem por homicídio qualificado. As defesas pediram a liberdade dos acusados e alegaram, entre outros pontos, que eles são primários, têm residência fixa, trabalho e filhos menores.

No entanto, o magistrado manteve as prisões. Segundo a decisão, a gravidade do caso e a conduta dos envolvidos após a morte justificam a medida.

Justiça aponta tentativa de apagar provas

De acordo com a decisão, o grupo teria tentado eliminar provas após o acidente. Entre as ações citadas estão a exclusão do vídeo do salto e a retirada de registros relacionados à atividade nas redes sociais.

O juiz também considerou que os acusados poderiam continuar promovendo os saltos caso fossem soltos. Por isso, entendeu que medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, não seriam suficientes.

Além disso, pedidos anteriores de habeas corpus apresentados por parte dos réus já haviam sido rejeitados por instâncias superiores.

Defesas pediram absolvição

As defesas também solicitaram a absolvição sumária dos quatro acusados. Entretanto, o juiz negou o pedido e determinou o prosseguimento da ação.

Segundo a decisão, o processo ainda precisa avançar para a produção de provas e esclarecimento das circunstâncias da morte. A audiência de instrução e julgamento está marcada para 17 de setembro de 2026, às 12h30.

Justiça autoriza investigação financeira

Na mesma decisão, o magistrado autorizou o avanço das apurações sobre os valores arrecadados pelo grupo com a realização dos saltos.

Agora, as instituições financeiras terão dez dias para encaminhar ao tribunal as informações solicitadas. A medida busca esclarecer a movimentação financeira relacionada à atividade.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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