Bruno Santana, de 34 anos, conhecido como “Kross” ou “Irmão Kross”, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Uberlândia (MG), foi preso na manhã desta quinta-feira (18). A prisão aconteceu em um apartamento de luxo à beira-mar, no bairro Solemar, em Praia Grande, na Baixada Santista.
A operação, batizada de ‘Jus Conditum’, foi coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais com apoio da Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Santos e do Grupo de Operações Especiais (GOE). A ação integrada teve como objetivo localizar o foragido e coletar provas para desarticular ramificações da facção criminosa.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Carlos Antônio Fernandes, do 9º DP de Uberlândia, Bruno atuava como “sintonia final da disciplina” no PCC, sendo responsável por coordenar ordens para ataques contra policiais penais e rivais. Os crimes teriam sido cometidos no Triângulo Mineiro em 2020.

Prisão em flagrante
No cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais apreenderam três celulares, 43 gramas de maconha e uma habilitação falsa. Conforme apurado pela repórter Bianca Midlej, o documento era usado pelo criminoso para enganar as autoridades durante a abordagem. Bruno também foi autuado por tráfico de drogas e uso de documento falso.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito estava escondido no litoral paulista enquanto seguia coordenando ações da facção. “Ele faz parte da liderança e emitia ordens diretamente daqui”, afirmou. O julgamento sobre o ataque a policiais penais, porém, está previsto para novembro de 2025.
“Estamos levantando outros nomes falsos que ele possa ter usado para unificar o prontuário e responsabilizá-lo por todos os crimes”, explicou Fernandes em entrevista à VTV, emissora afiliada do SBT. O delegado complementou que, entre os crimes atribuídos a Bruno, estão tentativa de homicídio, tráfico e organização criminosa.