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Monique Medeiros se entrega após ordem de prisão do STF

Ré pela morte de Henry Borel volta ao sistema prisional do Rio

Monique Medeiros, acusada pela morte do filho Henry Borel Medeiros, se apresentou à polícia nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro. A entrega ocorreu após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinar o retorno da prisão preventiva.

A professora compareceu à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, três dias após a decisão judicial. Em seguida, as autoridades a encaminharam ao sistema prisional, com transferência para a unidade de Benfica, porta de entrada para detentos no estado.

Decisão do STF e cumprimento da prisão

Na última sexta-feira (17), o ministro do STF determinou a volta de Monique à prisão. Posteriormente, no sábado (18), ele rejeitou o recurso apresentado pela defesa e manteve a decisão.

Segundo os advogados, assim que tomou conhecimento da ordem judicial, a acusada decidiu se apresentar voluntariamente. A defesa voltou a negar participação no crime e afirmou que Monique teria sido vítima do ex-companheiro.

Caso Henry Borel

O caso envolve a morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021, na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, a criança morreu em decorrência de lesões internas graves. A versão inicial apresentada pelos responsáveis, de que a vítima teria sofrido uma queda, foi descartada por perícia.

O Ministério Público sustenta que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, cometeu as agressões, enquanto Monique teria sido omissa.

Julgamento remarcado

O julgamento do caso foi interrompido em março após a defesa de Jairinho deixar o plenário do Tribunal do Júri. Diante disso, a Justiça remarcou a sessão para o dia 25 de maio.

A juíza responsável pelo caso havia determinado anteriormente a soltura de Monique, mas a decisão foi posteriormente revertida pelo Supremo Tribunal Federal.

O processo segue em andamento, e os dois réus permanecem à disposição da Justiça.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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