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MP apura denúncias de assédio de professor a alunos em Serra Negra

Homem de 61 anos, que está preso em Sorocaba, já acumula 6 denúncias de abuso sexual

O Ministério Público do Estado de São Paulo recebeu mais três denúncias de abuso sexual contra Carlos Veiga Filho, de 61 anos. O professor está preso desde o dia 11 de junho deste ano na Penitenciária de Sorocaba, suspeito de abusar sexualmente de alunos. Agora, já são seis denúncias de assédio sexual contra o professor.

Carlos deu aula por muitos anos em um colégio tradicional da capital Paulista. No ano de 2003, ele foi demitido e se mudou para a cidade de Serra Negra. O professor deu aula de teatro, história e sociologia de 2005 até setembro de 2023, quando foi demitido. Após essa demissão, três alunos do ensino médio relataram à direção da escola os abusos que teriam sofrido pelo professor. Após estas denúncias em abril deste ano, a pedido da polícia e do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão do professor Carlos Veiga Filho. O professor ficou foragido até ser encontrado em junho na cidade de Hortolândia onde foi preso e encaminhado para a penitenciária de Sorocaba.

Após a prisão e a divulgação do motivo na imprensa, chegou ao conhecimento do MP-SP, por relatos de várias vítimas, que o professor Veiga agia de forma semelhante há décadas, sobretudo em relação a alunos de colégio localizado na Capital. O caso corre em segredo de Justiça.

A ação tramita na 1ª Vara de Serra Negra, que manteve marcada para o próximo dia 20 de agosto a audiência de instrução, próxima etapa relevante do caso. Esse processo específico analisa a acusação de três estupros de alunos de 12, 13 e 14 anos, que procuraram a polícia para denunciar os abusos.

Como o professor agia

Segundo apurado pelo Ministério Público, Carlos manipulava os alunos, ganhava a confiança deles e fazia com que eles sentissem que ele era um verdadeiro pai. Os alunos eram atraídos até o apartamento dele, e lá praticava os “rituais de purificação de chacras”, que dizia que faria. Pedia que os alunos ficassem nus e apalpava os garotos.

Ação na escola

Nesta segunda-feira (05/08), o colégio de Serra Negra onde o professor atuou fez um evento com 120 alunos para orientar e incentivar denúncias de possíveis novos casos.

“Foi um volta às aulas diferente, no sentido de criar uma consciência de possíveis abusos, para que eles possam se proteger. Também para que possamos identificar com mais antecedência, mas que eles possam denunciar, também situações fora da escola”, defendeu a diretora do colégio, Rosângela Mendes Simões.


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