Na primeira semana, segundo o Governo de São Paulo, as equipes abordaram mais de 3,1 mil pessoas e fiscalizaram 1.659 veículos. No mesmo período, os policiais prenderam 34 pessoas, incluindo oito procurados pela Justiça.
Motocicletas ampliam mobilidade dos policiais
O BRAvO opera diariamente com 250 policiais militares e 150 motocicletas. A proposta é concentrar o efetivo em locais e horários que apresentam maior incidência de roubos e furtos, conforme os dados analisados pela corporação.
Além disso, as motos permitem que os agentes circulem por corredores urbanos, vias estreitas e áreas com congestionamentos ou acesso mais difícil para viaturas convencionais.
A unidade atua principalmente em pontos com registros de roubos em vias públicas, furtos, roubos e furtos de veículos e ocorrências envolvendo quebra de vidros de automóveis.
Unidade já realizou prisões e recuperou veículos
Durante os primeiros sete dias de operação, o BRAvO também recuperou três veículos com registro de roubo ou furto. As equipes apreenderam cinco celulares, drogas e R$ 5,2 mil em dinheiro, conforme os dados divulgados pelo Governo de São Paulo.
Ao todo, os policiais fiscalizaram 1.167 motocicletas e 492 carros no período. As primeiras ações ocorreram em regiões das zonas Central e Sul da capital paulista.
A PM também utiliza Câmeras Corporais Operacionais (COPs) durante as atividades do batalhão.
Inteligência define locais de atuação
A distribuição das equipes considera informações produzidas pela inteligência policial e pelo sistema Muralha Paulista. A ferramenta reúne dados e mapas de ocorrências para indicar áreas que apresentam maior concentração de determinados crimes.
Segundo o Governo de São Paulo, o Muralha Paulista reúne informações de 125,5 mil sensores e câmeras espalhados pelo estado. A PM utiliza esses dados para identificar locais que podem receber reforço e reorganizar o emprego das equipes conforme a dinâmica criminal.
Dessa forma, o BRAvO não mantém os policiais concentrados permanentemente em um único território. A unidade pode deslocar efetivos para diferentes regiões de acordo com as necessidades apontadas pelo planejamento operacional.
Modelo reúne diferentes unidades da PM
O novo batalhão reúne profissionais e experiências de estruturas como ROCAM, BAEP, Força Tática e policiamento de trânsito. A composição das equipes varia de acordo com cada missão.
Em algumas operações, por exemplo, dois policiais ocupam a mesma motocicleta. Nesse formato, chamado de policiamento com garupa, o agente que segue na parte traseira pode utilizar armamento longo, conforme a missão e os protocolos da corporação.
Os policiais recebem treinamento específico para pilotagem, abordagens e uso proporcional da força.
PM prevê ampliar frota
Para iniciar as atividades, a Polícia Militar adquiriu 140 motocicletas, com investimento de aproximadamente R$ 5,7 milhões. A corporação também incorporou motos que já pertenciam à instituição.
Além disso, a PM prevê comprar outras 450 motocicletas até o fim de 2026. A expansão deve aumentar a capacidade de deslocamento das equipes.
Apesar do uso intenso das motocicletas, o BRAvO não substitui o policiamento territorial realizado pelas demais unidades da Polícia Militar. A proposta é atuar de forma integrada e concentrar recursos onde os indicadores apontarem maior necessidade.




