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“Operação Contra Golpe” termina com presos na Baixada Santista

Policiais da DIG de Santos prestaram apoio aos policiais do Rio de Janeiro

Policiais do 12ª DP de Copacabana, no Rio de Janeiro, realizaram, nesta quarta-feira (30), a “Operação Contra Golpe”, para desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes financeiras.

De acordo com as investigações, o grupo fez vítimas em vários estados do país, preferencialmente idosos, e movimentou pelo menos R$ 6 milhões no último ano, em atividades atípicas, próprias de lavagem e ocultação de valores financeiros.

As equipes policiais foram localizar alvos nos estados de São Paulo, Ceará e Pará. Até o momento, foram quatro pessoas presas, sendo três na Baixada Santista e um no Ceará.

No total, foram cumpridos cinco mandados na Baixada.

Os agentes apuraram que os criminosos contataram um homem de 75 anos por meio de mensagem por SMS, com um link de desconto para sua fatura do cartão de crédito. Após o idoso acessar o endereço eletrônico, a quadrilha conseguiu realizar quatro transferências bancárias, somando cerca de R$ 130 mil.

Após essa movimentação financeira, os autores efetuaram ligações para a vítima, se passando pelo seu gerente bancário. Por meio de engenharia social, conseguiram convencê-la de que os valores transferidos seriam estornados, mas que ela precisava transferir o restante do dinheiro existente em sua conta bancária para que os estelionatários fossem localizados e presos pela Polícia Federal.

O homem informou que estava convencido de que estaria colaborando com uma investigação da Polícia Federal e, por isso, realizou cinco novas transações. Ao todo, o prejuízo foi de R$ 1,17 milhão.

Após extenso trabalho de investigação, que contou com o apoio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), oito pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A partir do inquérito, a Justiça decretou a prisão preventiva dos envolvidos, bem como o bloqueio de todas as suas contas bancárias.

A investigação demonstrou que o grupo criminoso fez vítimas em vários estados, como Rio de Janeiro, Amazonas, Amapá, São Paulo, Brasília, Ceará, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Paraíba, Tocantins, Piauí e Pernambuco.


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