A Polícia Civil de São Paulo divulgou novos detalhes da Operação Sangria, que apura suspeitas de corrupção na Secretaria de Saúde de Nova Odessa, no interior paulista. Os investigadores apuram possíveis crimes de peculato, fraude em contratos de credenciamento e lavagem de dinheiro.
Durante a operação, os policiais cumpriram nove mandados de busca e apreensão em quatro cidades. Além disso, recolheram cinco veículos, R$ 49 mil em espécie, celulares, computadores e documentos.
O Setor Especializado de Combate à Corrupção, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), ligado à DIG/DEIC do Deinter 9, em Piracicaba, conduz a investigação.
Investigação começou após apreensão de R$ 30 mil
Segundo a Polícia Civil, o caso começou em dezembro de 2025, quando agentes apreenderam R$ 30 mil em dinheiro em Campinas. Conforme as apurações, o valor teria como destino um agente público.
A partir dessa ocorrência, os investigadores passaram a apurar possíveis desvios de recursos públicos. A polícia suspeita que os envolvidos movimentavam dinheiro em espécie e recorriam a pessoas conhecidas como “laranjas” para ocultar a origem e o destino dos valores.
Além disso, os agentes investigam possíveis irregularidades em contratos de credenciamento na área da Saúde. A análise busca esclarecer como os recursos circulavam e se outras pessoas participaram do suposto esquema.
Relembre o caso:

Operação cumpriu mandados em quatro cidades
Durante a Operação Sangria, as equipes policiais realizaram buscas em endereços de Nova Odessa, Campinas, Indaiatuba e Hortolândia.
Ao todo, os agentes recolheram cinco veículos, R$ 49 mil em dinheiro, celulares, computadores e diversos documentos. Agora, a análise desses materiais poderá ajudar a esclarecer as suspeitas e identificar possíveis envolvidos.
Os investigadores também devem examinar contratos, registros financeiros e comunicações que possam ter relação com os fatos apurados.
Nome da operação faz referência a possível desvio de verbas
De acordo com a Polícia Civil, o nome “Sangria” representa a intenção de interromper o suposto desvio contínuo de recursos que deveriam financiar os serviços de Saúde oferecidos à população.
Por isso, a investigação busca esclarecer a dimensão das possíveis irregularidades, o caminho percorrido pelo dinheiro e a eventual participação de agentes públicos e particulares.
Até o momento, porém, as suspeitas seguem sob investigação. A análise das provas deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias do caso.
Prefeitura já se manifestou sobre o caso
Após a primeira divulgação da investigação, a Prefeitura de Nova Odessa informou que ainda não tinha acesso integral aos autos. Por essa razão, o Município afirmou não dispor de elementos suficientes para se posicionar de forma conclusiva sobre os fatos ou sobre a responsabilidade das pessoas mencionadas.
Na ocasião, a Administração Municipal declarou respeitar o trabalho das autoridades e se colocou à disposição para fornecer documentos e prestar esclarecimentos, caso receba uma solicitação oficial.
A Prefeitura também manifestou confiança na integridade e no profissionalismo do secretário municipal de Saúde.




