Um homem de 38 anos é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência (BO), ele é suspeito de praticar atos de natureza sexual contra as próprias filhas. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
O registro policial aponta que, durante uma festa em uma residência no bairro Vila Vera Cruz, a mãe de uma das crianças ouviu uma amiga da filha relatar uma situação de possível abuso: a menina afirmou que o próprio pai teria tocado seu corpo de forma inadequada e que também a observava enquanto ela trocava de roupa.
Diante da denúncia, a mulher acionou a Polícia Militar (PM), por meio do Centro de Operações (Copom). Os agentes foram até a residência e chegaram ao local por volta das 18h40 do último domingo (30). Em seguida, a corporação entrou em contato com o investigado, que “negou integralmente as acusações”.
Em nota, a PM afirmou que, “diante da natureza e da gravidade das informações, as crianças foram encaminhadas ao Pronto-Socorro (PS) Infantil para avaliação médica”. O documento policial complementa que a medida foi adotada com o objetivo de preservar a integridade física e psicológica das vítimas envolvidas.
Acolhimento
Depois, as crianças, as testemunhas e o suspeito foram encaminhados à Delegacia Sede para o registro da ocorrência. “Os relatórios médicos e demais informações foram apresentados à autoridade policial, que realizou a oitiva dos envolvidos e adotou as providências cabíveis para a apuração dos fatos”, informou a PM.
Ainda de acordo com o BO, o Conselho Tutelar de Mongaguá acompanhou todo o procedimento, e uma conselheira responsável pelo órgão encaminhou as crianças para a casa da avó materna. Posteriormente, o caso foi encaminhado à DDM, sob responsabilidade da equipe chefiada pela delegada Izabela Coelho.
São quatro crianças e uma adolescente citadas no BO, mas as idades e os nomes foram preservados, sendo identificados apenas por iniciais. O advogado criminalista Renan Lourenço – que não tem relação com o caso -explica que o uso dessas abreviações tem como objetivo “manter o sigilo, tanto do réu quanto das vítimas”.
O que diz a SSP-SP
Em nota enviada ao VTV News, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que “a autoridade policial realiza diligências para esclarecer todas as circunstâncias dos fatos”. Questionada sobre outros detalhes do caso, a pasta afirmou que não poderia fornecê-los para “não atrapalhar” o andamento das investigações.
A defesa do suspeito não foi localizada até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestações.

Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes
Casos de violência física, psicológica, ameaças, abuso, violações de direitos ou situações que coloquem crianças e adolescentes em risco podem ser denunciados por diferentes canais de atendimento. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Os principais canais são:
- Disque 100 – serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos;
- Polícia Militar – pelo telefone 190, em casos de emergência;
- Polícia Civil – presencialmente em delegacias;
- Conselho Tutelar – responsável por acompanhar situações que envolvam menores;
- Delegacias especializadas como as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e unidades de proteção à criança e ao adolescente.
Segundo especialistas, denúncias podem ser fundamentais para interromper ciclos de violência, garantir proteção às vítimas e auxiliar investigações. Mesmo em casos de suspeita ou quando não há confirmação dos fatos, informações podem contribuir para o acionamento da rede de proteção.