Um pasteleiro tradicional de Santos, no litoral de São Paulo, foi morto a facadas dentro de um apartamento no Gonzaga, na manhã desta sexta-feira (14). Antônio Lima Portela, de 62 anos, conhecido como Toninho do Pastel, foi encontrado sem vida no imóvel. Um homem de 26 anos foi preso em flagrante suspeito do crime.
Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo VTV News, Toninho e o suspeito haviam frequentado uma igreja juntos na noite anterior (13) e dormido no mesmo quarto, em um apartamento na Rua Dr. Manoel Victorino. Por volta das 8h30, os dois teriam iniciado uma discussão e, conforme o registro policial, Toninho foi mantido preso no cômodo e atingido por golpes de faca.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e, ao chegar ao imóvel, encontrou Toninho morto, ferido e caído no chão. O suspeito também estava no local e, segundo o BO, apresentava estado de surto. O motivo do desentendimento ainda não foi esclarecido, pois, conforme apurado, o homem decidiu ficar em silêncio. Toninho do Pastel era conhecido como pasteleiro em Santos e mantinha uma barraca na região da praia do Boqueirão.
Investigação
O suspeito precisou receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com o boletim, foi necessário utilizar algemas para preservar a segurança dos policiais e do próprio homem. A perícia foi acionada para analisar o apartamento e os vestígios encontrados no local.
O médico do Samu constatou a morte de Toninho, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O suspeito foi levado inicialmente ao 7º Distrito Policial (DP) de Santos. O caso foi registrado como homicídio consumado e, após análise da ocorrência, a Polícia Civil reconheceu a situação de flagrante. O homem foi encaminhado ao 5º DP, onde permanece, e sua audiência de custódia está prevista para este sábado (15).
Mulher ferida
A mãe e o padrasto do suspeito também estavam no apartamento quando os policiais chegaram. Uma mulher – que não teve a identidade confirmada – também ficou ferida durante a ocorrência e foi encaminhada ao Hospital Ana Costa, segundo a Prefeitura de Santos. Também não se sabe, até agora, seu estado de saúde.

Foi surto?
A autoridade policial registrou que o aparente estado de surto ou alteração psíquica apresentado pelo suspeito deverá ser documentado e submetido a avaliação médica. Conforme o BO, essa condição, por si só, não afasta a existência de indícios de crime nem impede a formalização da prisão em flagrante.
A responsabilidade do suspeito pelos atos ainda será analisada no decorrer da investigação. Por enquanto, o homicídio não foi classificado pela polícia como qualificado. A tipificação poderá ser alterada caso depoimentos, perícias ou outras provas apontem para alguma das circunstâncias previstas no artigo 121 do Código Penal.
A defesa do suspeito não foi localizada pela reportagem até o momento, mas o espaço segue aberto.