A Polícia Civil intensificou as buscas para identificar a mãe do recém-nascido encontrado ferido em uma área de descarte irregular de resíduos, às margens de um córrego em Cosmópolis, no interior de São Paulo. Em entrevista ao VTV da Gente, o delegado Marco Antônio Pozetti informou que os investigadores consultam unidades de saúde e serviços de acompanhamento pré-natal. Além disso, a equipe analisa imagens de câmeras de segurança para esclarecer as circunstâncias do caso, registrado como tentativa de homicídio.
O bebê foi encontrado ainda com o cordão umbilical e apresentava ferimentos na região do tórax e do abdômen. Após um morador ouvir o choro e acionar o socorro, a criança recebeu atendimento médico e foi transferida para uma unidade hospitalar em Campinas.
Segundo informações repassadas pelo Conselho Tutelar à reportagem, o recém-nascido está estável e recebe cuidados especializados. No entanto, a Polícia Civil ainda precisa esclarecer a origem das lesões e as circunstâncias em que o menino foi deixado no local.
Relembre o caso:
Polícia consulta hospitais e serviços de pré-natal
Em entrevista, o delegado Marco Antônio Pozetti, as diligências começaram após o registro da ocorrência durante o plantão noturno. Desde então, a Polícia Civil atua em conjunto com a Polícia Militar, a Guarda Municipal e o Conselho Tutelar.
Inicialmente, os investigadores concentram as buscas em Cosmópolis. Para isso, consultam hospitais, postos de saúde e serviços de acompanhamento pré-natal, na tentativa de encontrar informações que ajudem a identificar a mãe do bebê.
Caso as diligências no município não tragam novas pistas, a equipe poderá ampliar as buscas para outras cidades.
Relato sobre carro branco é apurado pela polícia
Durante a entrevista, o delegado comentou o relato de uma testemunha sobre um carro branco ocupado por um homem e uma mulher nas proximidades do local onde o recém-nascido foi encontrado.
No entanto, segundo Pozetti, as informações ainda são genéricas e não permitem estabelecer uma ligação entre os ocupantes do veículo e o caso. Por isso, os investigadores verificam as imagens do sistema de monitoramento da Guarda Municipal para identificar possíveis registros de veículos que passaram pela região durante a madrugada.
Além disso, a Polícia Civil busca outras testemunhas que possam contribuir para a investigação. A equipe também aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer como os fatos ocorreram.
Laudos devem esclarecer origem das lesões
O recém-nascido apresentava uma lesão profunda na região do tórax e do abdômen, conforme os relatos sobre o atendimento. Entretanto, ainda não há uma conclusão oficial sobre quando e como os ferimentos foram provocados.
A perícia deverá contribuir para esclarecer a origem das lesões e verificar as circunstâncias do nascimento. Até a conclusão dos exames, não é possível afirmar se os ferimentos ocorreram durante o parto ou em outro momento.
Enquanto isso, a Polícia Civil mantém as diligências para reunir informações que ajudem a esclarecer o caso.
Conselho Tutelar prepara medidas de proteção
O Conselho Tutelar acompanha a ocorrência e auxilia na busca por informações sobre a identidade e a origem familiar do recém-nascido.
A conselheira tutelar Gisele informou ao VTV da Gente que o órgão pretende encaminhar um ofício ao Ministério Público para solicitar o acolhimento institucional da criança após a alta hospitalar. A medida busca garantir proteção ao bebê enquanto as autoridades apuram o caso e procuram informações sobre sua família.
Além disso, o Conselho Tutelar pretende verificar um endereço que pode estar relacionado a uma mulher mencionada durante as apurações. Até o momento, porém, as informações disponíveis não permitem confirmar a identidade dela nem estabelecer sua participação no caso..
Entrega voluntária para adoção é prevista em lei
Durante a entrevista, a conselheira tutelar também explicou que mulheres que não desejam ou não podem permanecer com os filhos podem procurar a Justiça para realizar a entrega voluntária para adoção.
O procedimento previsto na legislação brasileira conta com acompanhamento e orientação de profissionais, incluindo assistentes sociais e psicólogos. Dessa forma, a mulher pode receber apoio e informações sobre as alternativas legais, com respeito à sua privacidade.
A entrega voluntária é diferente do abandono de uma criança. Por isso, mulheres que consideram essa possibilidade devem procurar os órgãos do sistema de Justiça para receber orientação e realizar o procedimento de forma legal e segura.
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