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Professor teria ameaçado criança autista para esconder suposto abuso em São Vicente, diz BO

Denúncia envolve duas crianças de cinco anos

⚠️ Aviso de conteúdo: esta reportagem aborda uma denúncia de violência sexual contra crianças e pode conter informações sensíveis.

O professor de Educação Física, de 50 anos, afastado de uma escola após denúncias em São Vicente, no litoral de São Paulo, teria ameaçado uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível II para que ela não contasse à mãe sobre supostos abusos. O relato consta no boletim de ocorrência (BO).

Conforme noticiado anteriormente, a denúncia partiu de uma criança de cinco anos que estuda na Unidade Educacional Padre José de Anchieta, no bairro Parque das Bandeiras. Em um vídeo já divulgado, a menina relata ter sido mordida pelo professor em partes íntimas e menciona um “beijo no dente” (veja mais abaixo).

O BO acrescenta, com base no relato da mãe, que o professor teria colocado o órgão genital na boca da criança e tocado nas partes íntimas dela “em mais de uma ocasião”, enquanto outros alunos brincavam no parquinho. Situações semelhantes teriam ocorrido com a prima da criança, também estudante de cinco anos.

A gravação foi editada pela reportagem para preservar a identidade das pessoas envolvidas.

O caso foi registrado no último dia 29, no 3º Distrito Policial (DP), como estupro de vulnerável. Na ocasião, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que os detalhes da investigação seriam preservados devido à natureza da ocorrência e ao fato de envolver uma menor de idade.

A defesa do professor não foi localizada pelo VTV News, mas o espaço segue aberto para manifestações.

O que a escola fez

À Polícia Civil, a diretora da unidade escolar informou que o professor dava aulas na escola desde o início deste ano e que não havia registros anteriores de problemas semelhantes. Segundo ela, a unidade adotou providências administrativas, incluindo o afastamento do profissional no mesmo dia em que recebeu a denúncia.

A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), informou que também auxiliou os responsáveis no registro do boletim de ocorrência e encaminhou o caso ao Conselho Tutelar para apuração. O município também informou que as crianças receberiam acompanhamento psicológico.

Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes

Casos de violência física, psicológica, ameaças, abuso, violações de direitos ou situações que coloquem crianças e adolescentes em risco podem ser denunciados por diferentes canais de atendimento. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Os principais canais são:

  • Disque 100 – serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos;
  • Polícia Militar – pelo telefone 190, em casos de emergência;
  • Polícia Civil – presencialmente em delegacias;
  • Conselho Tutelar – responsável por acompanhar situações que envolvam menores;
  • Delegacias especializadas como as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e unidades de proteção à criança e ao adolescente.

Segundo especialistas, denúncias podem ser fundamentais para interromper ciclos de violência, garantir proteção às vítimas e auxiliar investigações. Mesmo em casos de suspeita ou quando não há confirmação dos fatos, informações podem contribuir para o acionamento da rede de proteção.


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Autor

  • Renan da Paz

    Jornalista com três anos de experiência em comunicação multiplataforma, com atuação em televisão (apresentação, reportagem, produção, direção, roteirização e edição), assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes sociais. Atualmente, é produtor na VTV SBT e repórter web do VTV News.

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