Um servidor público municipal de Piracicaba acabou preso em flagrante por suspeita de maus-tratos a animais depois de levar uma cadela em estado grave a uma clínica veterinária na segunda-feira (22). O animal apresentava um quadro irreversível, não respondeu aos tratamentos disponíveis e precisou ser submetido à eutanásia. Além disso, a polícia encontrou outros dois cães em situação precária na casa do suspeito, onde eles permaneciam sem os cuidados adequados.
Atendimento na clínica levou à prisão
Segundo a Polícia Militar, uma equipe seguiu até uma clínica veterinária após receber informações sobre um cachorro em estado de extrema debilidade. No local, a médica veterinária responsável informou aos policiais que a cadela apresentava um quadro clínico severo e sem possibilidade de recuperação.
A partir desse atendimento, os agentes receberam novas informações indicando que o tutor mantinha outros animais em condições semelhantes em sua residência.
Polícia resgata dois cães na residência
Em seguida, os policiais foram até o imóvel, localizado no bairro Vila Independência. No quintal, a equipe encontrou um dos cães com lesões pelo corpo. Já dentro da casa, outro animal apresentava sinais de negligência e maus-tratos.
Posteriormente, os agentes resgataram os dois cães e os encaminharam para atendimento veterinário. De acordo com a protetora de animais Tathy Duda, responsável pela tutela dos animais, ambos chegaram à clínica debilitados, com feridas, infestação de carrapatos e problemas de pele.
Imagens divulgadas pela protetora mostram o início da recuperação dos cães. Um deles precisou passar por uma tosa completa devido aos pelos embolados que cobriam parte da cabeça e comprometiam a região dos olhos e das orelhas. Já o segundo apresenta ferimentos no pescoço, mas consegue caminhar e segue recebendo cuidados médicos.

Servidor responde ao processo em liberdade
Após a ocorrência, a polícia encaminhou o servidor ao 1º Distrito Policial de Piracicaba, onde ele permaneceu preso em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais, previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. A legislação estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e da proibição de manter a guarda de animais em casos que envolvam cães e gatos.
No entanto, durante audiência de custódia realizada na terça-feira (23), a Justiça concedeu liberdade provisória ao investigado. As medidas cautelares determinadas no processo não foram divulgadas.
Prefeitura acompanha o caso
Por fim, a Prefeitura de Piracicaba confirmou que o homem integra o quadro de servidores municipais. A administração informou, entretanto, que ainda não havia recebido notificação oficial sobre a ocorrência. Além disso, esclareceu que o funcionário está suspenso por outro motivo, sem relação com a investigação.
Até a última atualização do caso, a defesa do suspeito não havia se manifestado.