A Justiça decretou a prisão temporária de Ronaldo Miguel Ramos, de 49 anos, suspeito de matar a facadas Alexander Silva dos Santos, de 51, no Conjunto Habitacional Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco (BNH), em Santos, no litoral de São Paulo. O homicídio aconteceu na noite de sexta-feira (18).
Conforme noticiado anteriormente, Alexander foi morto enquanto passeava com o cachorro na área de convivência do conjunto habitacional, localizado na Rua Jurubatuba, no bairro Aparecida. A vítima foi socorrida por moradores e encontrada caída no chão pela Polícia Militar (PM) por volta das 21h45.
O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos como homicídio. A prisão temporária foi solicitada pela Polícia Civil, com anuência do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A decisão determina que Ronaldo permaneça preso temporariamente por 30 dias, conforme previsto na legislação para determinadas situações envolvendo crimes hediondos. Procurado, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que “pedidos de prisão tramitam sob segredo de justiça e sigilo externo”.
O crime
Segundo o boletim de ocorrência (BO), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e conduziu Alexander até a Santa Casa de Santos, onde a morte foi constatada. Já a faca usada no crime foi encontrada por uma moradora, que a entregou à PM enrolada em uma toalha.
Um homem de 32 anos contou à corporação que conversava com a vítima quando o agressor se aproximou dizendo “e agora, filha da puta?” e, em seguida, desferiu um golpe de faca na barriga de Alexander. Ainda conforme o BO, Ronaldo deixou o local às pressas após o ataque e não foi localizado até o momento.

Também foi autorizada uma busca e apreensão no apartamento onde Ronaldo mora, no mesmo conjunto habitacional onde o crime aconteceu. A ordem permite a apreensão de vestimentas, aparelhos celulares e outros objetos que possam estar relacionados ao crime, além da captura do próprio investigado.
O VTV News ainda não localizou a defesa de Ronaldo. O espaço permanece aberto para manifestação.




