A Polícia Civil de Santos investiga uma conversa entre a tia de Yara Melo Delfino, de 12 anos, e o homem suspeito de manter contato com a menina antes do desaparecimento. O VTV News teve acesso às mensagens enviadas pelo suspeito, que negou envolvimento no caso (leia a seguir). Yara desapareceu no último domingo (6), após sair de casa com uma mochila nas costas.
A família acredita que a adolescente tenha saído para encontrar o homem com quem conversava em um jogo online. Segundo o boletim de ocorrência (BO), o celular da menina está desligado desde o sumiço. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Santos como “desaparecimento de pessoa”.
Maria Patrícia Melo de Menezes, mãe da menina, contou que não percebeu nenhum comportamento diferente da filha antes do desaparecimento. “Ela é uma criança obediente, amorosa. Jamais pensei que ela faria isso escondida”, disse em entrevista ao VTV da Gente.

Conversas revelam tentativa de contato com suspeito
Em busca de informações, Michele Cristina de Melo, tia de Yara, conseguiu o número do suspeito e enviou mensagens pelo WhatsApp fingindo ser uma amiga da menina. No início, ele respondeu de forma desconfiada, mas negou ter informações sobre o paradeiro da menor (veja trecho):
- Tia de Yara — “Oi, boa noite. Eu sou uma amiga da Yara. Ela está com você? Nós iríamos sair juntas”.
- Suspeito — “Não. Por quê? O que foi?”.
- Tia de Yara — “Ela saiu. Ela está com você. Porque ela falou que iria se encontrar com você”.
- Suspeito — “Comigo mesmo, não. Oxi… Por quê?”.
Pouco depois, o suspeito bloqueou o contato, como também fez com a mãe de Yara em uma tentativa anterior. A Polícia Civil apura a identidade dele, já que nas fotos enviadas à adolescente ele parecia ter cerca de 18 ou 19 anos, mas, segundo a família, há indícios de que seja um homem de 51 anos.

Como foi o desaparecimento de Yara?
Por volta de 18h30 de domingo, Yara estava na casa de uma tia, que mora próxima ao sobrado onde a menina vive com a mãe e outra tia. A adolescente disse que iria até a residência da mãe para ajudar a dar banho na irmã caçula, de 3 anos, mas não voltou.
Vizinhos relataram que viram a menina caminhando sozinha em direção à sede de uma escola de samba no bairro Marapé, em Santos, na Baixada Santista. Desde então, o celular dela só cai na caixa postal.
“Ela sempre foi uma menina tranquila, ia para a escola sozinha e nunca deu trabalho. Estamos vivendo um pesadelo”, contou Michele. O celular e o RG da adolescente também não foram encontrados.