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Lula comemora fim da Magnitsky contra Moraes no evento do SBT News

Presidente brasileiro classificou decisão como “vitória da democracia” e fez crítica indireta a Tarcísio ao defender desempenho da economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta sexta-feira (12) a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de revogar as sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu durante o evento de lançamento do canal SBT News e foi acompanhada de um comentário indireto direcionado ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre os rumos da economia brasileira.

Sem apresentar dados específicos, Lula afirmou que as previsões feitas no início do ano não se confirmaram. “Estava vendo matérias nos jornais e todos os prognósticos contra a economia brasileira, anunciados no início de janeiro, não estavam certos, Tarcísio”, declarou o presidente, em tom crítico.

Ao abordar a decisão do governo norte-americano, Lula mencionou uma conversa por telefone com Trump na semana anterior. Segundo ele, o presidente dos Estados Unidos perguntou se a revogação das sanções agradaria ao governo brasileiro.

“Eu disse: não é bom pra mim, é bom pro Brasil e é bom pra democracia brasileira”, relatou Lula.

O presidente também destacou o simbolismo da data. Lembrou que Silvio Santos faria aniversário no mesmo dia e que Moraes aniversaria neste sábado (13), afirmando que o gesto de Trump funcionaria como um “presente de reconhecimento” pela atuação do ministro.

“Não é possível admitir que o presidente de um país possa punir, com as leis dele, autoridades de outro país que estão exercendo a democracia. Portanto, a tua vitória, Alexandre, é a vitória da democracia brasileira”, concluiu Lula, dirigindo-se ao magistrado.

Decisão dos EUA encerra impasse diplomático

As sanções contra Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, haviam sido adotadas em julho com base na Lei Magnitsky, que permite ao governo dos Estados Unidos aplicar restrições a estrangeiros acusados de violações de direitos humanos ou corrupção.

Na época, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, justificou a medida alegando que o ministro teria atuado como “juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal” contra empresas e cidadãos do Brasil e dos EUA.

No mês seguinte, o escopo das punições foi ampliado e passou a incluir também uma empresa pertencente a Viviane e aos três filhos do casal. Com a revogação publicada nesta sexta-feira, todos os nomes foram retirados da lista de restrições do Departamento do Tesouro.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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