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Lula e Flávio Bolsonaro participam de missas após polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida

Presidenciáveis participaram de celebrações em Brasília no feriado de 12 de outubro
Lula segura imagem de Nossa Senhora Aparecida durante visita. Flávio Bolsonaro participa de missa em homenagem à santa ao lado de Alfredo Gaspar, da esposa Fernanda Bolsonaro e de Daniella Marques, em momento de oração.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República no segundo turno das Eleições 2026, participaram de missas em homenagem a Nossa Senhora Aparecida nesta segunda-feira (12), em Brasília. As agendas religiosas ocorreram em meio à polêmica envolvendo a padroeira do Brasil durante a campanha eleitoral.

Lula participa de missa no Palácio da Alvorada

Lula participou de uma missa na capela do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília. A primeira-dama, Janja, ministros e integrantes da campanha acompanharam a celebração.

Após a missa, o presidente defendeu o respeito entre diferentes crenças religiosas e afirmou que Nossa Senhora Aparecida continua sendo a padroeira do Brasil. Lula também criticou manifestações de religiosos que, segundo ele, desrespeitam outras religiões.

“Ninguém é obrigado a ser da mesma religião”, declarou o presidente.

Nas redes sociais, Lula também publicou uma homenagem à santa. Na mensagem, destacou a fé, a esperança e a solidariedade, além de desejar proteção às famílias e às crianças.

Após a celebração, o petista voltou a abordar temas da campanha presidencial. Entre eles, citou o custo de vida, a valorização do salário mínimo, as apostas on-line e a segurança pública.

Crédito: @lulaoficial

Flávio Bolsonaro vai à Catedral Metropolitana de Brasília

Flávio Bolsonaro participou de uma missa na Catedral Metropolitana de Brasília, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e do candidato a vice-presidente em sua chapa, Alfredo Gaspar (PL).

A celebração foi destinada à equipe responsável pela organização da festa da padroeira e ocorreu sem abertura ao público em geral, conforme as informações divulgadas sobre o evento.

O senador ocupou um lugar na primeira fila, próximo ao altar, e recebeu uma menção do pároco Agenor Vieira no início da cerimônia.

A participação ocorreu em meio à repercussão de conteúdos publicados durante a campanha que associaram o candidato a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país.

O tema também chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a Justiça Eleitoral permitiu publicações na internet sobre o assunto, desde que não atribuíssem o projeto ao candidato do PL.

Crédito: @flaviobolsonaro

Alckmin participa de celebração no Santuário de Aparecida

Geraldo Alckmin foi ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, no interior de São Paulo, para acompanhar a celebração solene do feriado religioso. Ele esteve acompanhado da mulher, Lu Alckmin, e de aliados políticos.

Natural do Vale do Paraíba paulista, região onde fica Aparecida, o vice-presidente mantém a tradição de visitar o santuário em 12 de outubro há cerca de quatro décadas.

Antes da celebração, Alckmin afirmou que pretendia rezar pelo futuro do Brasil e pela saúde do papa Leão XIV. Ele também divulgou uma mensagem sobre a visita nas redes sociais.

O vice-presidente esteve acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e da deputada federal Tabata Amaral (PSB).

Durante a passagem pelo santuário, Alckmin recebeu manifestações distintas de fiéis. Parte do público aplaudiu o vice-presidente e demonstrou apoio a Lula, enquanto outros presentes vaiaram e gritaram palavras de ordem contra o governo.

Como Nossa Senhora Aparecida entrou na campanha eleitoral

A imagem de Nossa Senhora Aparecida ganhou espaço no debate político durante a campanha presidencial de 2026. Publicações nas redes sociais atribuíram a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil, informação negada pelo senador.

A circulação dos conteúdos provocou reações de adversários políticos e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A entidade negou ter produzido, autorizado ou participado da divulgação de informações falsas durante o processo eleitoral.

A CNBB também defendeu o combate à desinformação sem a disseminação de novas falsidades.

A controvérsia colocou a devoção à padroeira no centro das discussões eleitorais e ampliou a atenção sobre as agendas religiosas dos candidatos.

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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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