O Palácio do Planalto foi isolado por grades nesta segunda-feira (1º), em meio ao reforço do esquema de segurança para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), previsto para esta terça (2), no Supremo Tribunal Federal (STF). Além do ex-mandatário, outros sete réus serão julgados por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado.
A informação foi confirmada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que justificou a medida como parte do protocolo padrão diante da possibilidade de manifestações. “As grades são utilizadas como medida de reforço, conforme os protocolos de segurança”, disse o órgão, citando a proximidade de protestos em áreas adjacentes à sede do Executivo.
O bloqueio atinge o perímetro que liga o Palácio à via N1, no Eixo Monumental. O STF e o Congresso Nacional também operam com segurança reforçada. A previsão é de que o esquema especial siga até o dia 12 de setembro, quando termina o julgamento.
Retorno das grades após remoção em 2023
A instalação de barreiras no centro do poder em Brasília não é inédita. De 2013 a 2023, as cercas foram mantidas de forma contínua, em resposta às manifestações que marcaram o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Durante o início do atual governo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por retirar os bloqueios. Contudo, após os ataques às sedes dos Três Poderes no 8 de Janeiro, o uso das grades voltou a ocorrer de forma pontual — sempre que há risco de atos hostis.
Em agosto deste ano, quando o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, o Palácio foi novamente cercado. Agora, o julgamento e o desfile de 7 de Setembro, marcado para o domingo seguinte, motivam o reforço.

Segurança ampliada e varreduras antibombas
Como antecipado pelo SBT, o STF, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), montou um esquema inédito de segurança para a sessão que julga Bolsonaro. Estão previstas barreiras nas vias de acesso à Corte, policiamento ostensivo e uso de drones com imagem térmica para vigilância contínua.
Viaturas da Polícia Militar passaram a circular em frente ao prédio do Supremo desde a manhã desta segunda. Também estão de prontidão 30 policiais judiciais de outros estados, alojados dentro do próprio tribunal, além de agentes da Justiça Federal do Distrito Federal.
As varreduras incluem inspeções contra explosivos e presença constante de unidades especializadas. A operação seguirá ativa durante toda a semana do julgamento e se estenderá até o encerramento das celebrações da Independência.