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STF cria gratificação de até 22,5% para cargos comissionados

Medida assinada pelo ministro Edson Fachin deve beneficiar 276 servidores
Estátua em frente ao prédio do STF, com bandeira do Brasil ao fundo, em contexto de reação do STF ao “tarifaço” dos EUA e defesa da independência citada por Fachin.

O Supremo Tribunal Federal (STF) criou um penduricalho para os cargos comissionados da Corte, que pode acrescentar até 22,5% à remuneração dos beneficiados. A resolução foi assinada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e publicada na última sexta-feira (21).

Denominado Gratificação pelo Exercício de Atividades de Alta Complexidade, Técnica e Administrativa (GAACTA), o benefício deve atender a cerca de 276 servidores, incluindo chefes de gabinete.

O que é

No funcionalismo público brasileiro, “penduricalhos” é o termo popular utilizado para designar verbas indenizatórias, gratificações e auxílios pagos a servidores e magistrados. Por serem classificados formalmente como indenizações, esses valores ficam excluídos do cálculo do teto constitucional, permitindo que a remuneração total supere o limite máximo permitido pela Constituição Federal (fixado pelo subsídio dos ministros do STF, em R$ 46.366,19).

A estimativa é de que o acréscimo seja de aproximadamente R$ 5,3 mil por funcionário.

O percentual varia de acordo com o nível do cargo do funcionário, que inicia em 15% e pode chegar até 22,5%.

A regra de cálculo varia conforme o vínculo do ocupante:

  • Servidores de carreira do Judiciário: o percentual incide sobre a remuneração total.

  • Comissionados sem vínculo efetivo, cedidos ou requisitados: o percentual incide apenas sobre o valor do cargo em comissão no STF.

O pagamento respeitará o teto remuneratório constitucional, sendo expressamente proibida a sua utilização para recompor eventuais abatimentos decorrentes desse limite.


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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