A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (20), um homem investigado por participação em abusos sexuais contra uma criança que tinha dois anos na época dos fatos, em Campinas, no interior de São Paulo. A prisão temporária ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão no Jardim Andorinhas. A investigação começou após a apreensão de dispositivos eletrônicos de outro suspeito, em dezembro de 2025, e avançou com a análise pericial dos arquivos encontrados no material.
A operação foi conduzida por policiais da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada à Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), em Campinas. Segundo a Polícia Civil, a apuração identificou dois homens suspeitos de envolvimento no caso. Um deles já está preso por condenação anterior relacionada a crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Perícia em celular deu origem a nova investigação
O caso começou em dezembro de 2025, quando policiais da 1ª DIG prenderam um homem em flagrante após encontrar, em dispositivos eletrônicos, arquivos com cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Na ocasião, os investigadores apreenderam celulares, notebooks, um tablet e uma câmera filmadora. A equipe encaminhou os equipamentos para exames periciais.
De acordo com a Polícia Civil, o laudo do Instituto de Criminalística identificou imagens e vídeos de violência sexual infantil armazenados no celular do primeiro investigado. A perícia também apontou o compartilhamento de arquivos por aplicativo de mensagens e indícios de produção desse tipo de material.
Diante dos resultados, a Justiça autorizou o compartilhamento das provas, o que permitiu à polícia abrir uma nova investigação para identificar a criança e esclarecer as circunstâncias dos registros.
Mãe reconheceu criança e identificou suspeitos
Durante as diligências, os investigadores identificaram a criança que aparecia nas imagens. Segundo a Polícia Civil, a mãe reconheceu a filha, o primeiro investigado e o então namorado dela nas fotografias analisadas.
A apuração também indicou que o ex-companheiro da mulher ficava responsável pela criança enquanto ela trabalhava. Conforme a investigação, ele também levava a menina a um estabelecimento frequentado pelo primeiro suspeito, local relacionado aos fatos apurados.
Além disso, os policiais analisaram comunicações entre os dois homens, registradas em período próximo a uma das datas identificadas nos arquivos. Para a investigação, essas mensagens reforçaram os indícios de participação do segundo suspeito.
Justiça autorizou prisão temporária e buscas
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares à Justiça. O Judiciário decretou a prisão temporária do segundo investigado por 30 dias e autorizou mandados de busca e apreensão, além do acesso e da perícia de dispositivos eletrônicos eventualmente encontrados.
Já o primeiro suspeito, que permanece no sistema prisional por condenação anterior relacionada aos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, teve a prisão preventiva decretada no âmbito da nova investigação.
Nesta terça-feira (20), os policiais cumpriram as ordens judiciais contra o segundo homem e efetuaram a prisão no Jardim Andorinhas, em Campinas.
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Celular apreendido será analisado pela polícia
Durante a operação, os agentes também apreenderam um celular. Os investigadores vão analisar o aparelho em busca de elementos relacionados ao caso e de possíveis outros conteúdos ilícitos.
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias dos crimes e a possível participação dos investigados em outras ocorrências. Até o momento, as informações divulgadas pela corporação não apontam a conclusão das investigações.
Informações sobre possíveis crimes contra crianças e adolescentes podem ser comunicadas à Polícia Civil ou ao Disque Direitos Humanos, pelo telefone 100.




