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Procura por atendimento por sintomas gripais cresce na Região do Polo Têxtil

Alta nas últimas semanas em Americana e Sumaré acompanha avanço dos casos de síndromes respiratórias observado em todo o país

Nesta época do ano, com a queda das temperaturas, as cidades da Região do Polo Têxtil, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia, já registram aumento na procura por atendimento médico relacionado a síndromes gripais. A maior demanda nas unidades de saúde ocorre ao mesmo tempo em que são identificados casos mais graves da doença.

Em Americana, segundo a Secretaria de Saúde, o crescimento segue o comportamento sazonal das doenças respiratórias e já impacta nas internações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Até terça feira da semana passada, o município contabilizava 25 registros da síndrome em 2026, sendo três confirmados para Influenza A (H1N1).

A pasta também informou aumento na procura por atendimentos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), UPAs e no Hospital Municipal, especialmente nas últimas semanas. O grupo mais afetado é o de idosos. Em Sumaré, o cenário é semelhante. A Secretaria de Saúde informou crescimento na busca por atendimento por sintomas respiratórios na rede pública. Neste ano, foram registrados 87 casos de síndrome gripal, com três confirmações de Influenza em março, predominando o vírus Influenza A

Outras cidades da região apresentam situações distintas. Em Nova Odessa, ainda não houve aumento significativo nos atendimentos, mas a Secretaria de Saúde alerta que a sazonalidade está no início e os casos tendem a crescer. Em Santa Bárbara d’Oeste, também não foi identificado avanço expressivo até o momento, com registros pontuais de Influenza A. Já em Hortolândia, o número de atendimentos permanece estável.

De acordo com a atualização mais recente do Boletim InfoGripe da Fiocruz, todos os estados brasileiros, com exceção do Piauí, apresentam tendência de crescimento nos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) nas últimas seis semanas, até a semana epidemiológica 10. Entre as unidades da federação, 20 estão em nível de atividade considerado de alerta, risco ou alto risco nas duas semanas mais recentes. Além da vacinação, medidas como higiene das mãos, uso de máscara em caso de sintomas e etiqueta respiratória continuam sendo recomendadas para conter a disseminação dos vírus.


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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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