Raphinha é o novo camisa 10 da Seleção Brasileira para os amistosos contra Austrália e Índia. O número, usado por Neymar na Copa do Mundo de 2026, chega ao atacante do Barcelona em um momento de destaque no clube e de retomada na equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Do Avaí ao Barcelona
Raphael Dias Belloli nasceu em Porto Alegre, tem 29 anos e começou a carreira no Avaí. Ainda jovem, deixou o Brasil para jogar em Portugal, onde passou por Vitória de Guimarães e Sporting. Depois, defendeu o Rennes, na França, e o Leeds United, na Inglaterra, antes de chegar ao Barcelona em 2022.
Foi no clube espanhol que se firmou entre os principais jogadores da Europa. Na temporada 2024/25, marcou 34 gols e deu 22 assistências em 57 partidas. Neste início de 2026, fez 14 gols em oito jogos, agora atuando também como falso 9.
A mudança recebeu elogios de Ancelotti: “Raphinha está fazendo uma coisa espetacular em uma posição que não era sua, mas parece que agora é sua também”. O treinador afirmou ainda que conta com ele para o futuro da Seleção.
Uma nova chance de se aproximar da torcida

O desempenho no Barcelona, porém, nem sempre foi acompanhado pela mesma proximidade com o público brasileiro. Antes da última Copa, Raphinha falou sobre a diferença entre o carinho que recebe dentro e fora do país. “É natural. Eu saí muito jovem do Brasil, não consegui criar conexão”, afirmou. Na ocasião, reconheceu que ainda buscava repetir pela Seleção o futebol apresentado no clube.
Essa aproximação foi interrompida durante o Mundial. Uma lesão muscular sofrida contra o Haiti limitou sua participação, e Raphinha ficou no banco na eliminação para a Noruega, nas oitavas de final. A camisa 10 surge, agora, como uma nova oportunidade de ganhar sequência com o Brasil e construir com a torcida a conexão que ele próprio disse ter faltado.




