A Autoridade Portuária de Santos (APS) aprovou, nesta quinta-feira (7), a criação de uma comissão técnica para definir as melhores opções de traçado para os acessos ao futuro túnel imerso Santos-Guarujá. A reunião, realizada em São Paulo, reuniu o presidente da APS, Anderson Pomini, representantes da Prefeitura de Guarujá e da concessionária Mota-Engil. O objetivo do grupo é garantir que as obras na Margem Esquerda, no Distrito de Vicente de Carvalho, gerem o menor impacto possível à população local e agilizem o tráfego portuário.

Debate técnico e redução de impactos
A comissão será composta por especialistas da Prefeitura de Guarujá, da concessionária vencedora da licitação (Mota-Engil), terminais portuários, Capitania dos Portos e Aeronáutica. O foco principal é solucionar preocupações da administração municipal e dos moradores sobre desapropriações e intervenções viárias.
“Faremos um debate o mais extenso possível para que esse traçado ofereça o menor impacto na vida das pessoas”, destacou Anderson Pomini. A análise levará em conta projetos paralelos, como a segunda fase da Avenida Perimetral e a futura operação comercial do Aeroporto Metropolitano de Guarujá.

Recursos federais e logística
Uma das estratégias em estudo é a inclusão de um trecho da Avenida Santos Dumont na Poligonal do Porto. Se aprovada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a medida permitiria o aporte de recursos federais para as obras de acesso, reduzindo a necessidade de desapropriações em áreas residenciais.
A comissão também avaliará como o túnel se integrará ao crescimento econômico da região. O projeto prevê:
- Extensão total: 1,5 km (870 metros submersos);
- Estrutura: Três faixas de rolamento por sentido, VLT, ciclovia e passagem de pedestres;
- Cronograma: Obras previstas para começar em 2027, com conclusão em 2030 e operação em 2031.
TCU libera aporte bilionário
A movimentação técnica ocorreu logo após o Tribunal de Contas da União (TCU) revogar, na última quarta-feira (6), a cautelar que impedia o repasse de R$ 2,6 bilhões do Governo Federal para o empreendimento. O ministro relator, Bruno Dantas, autorizou a liberação para evitar descumprimento contratual, embora a governança definitiva do recurso ainda precise ser formalizada juridicamente.