O que as sombras, as frestas e os movimentos das ruas revelam sobre a vida ao nosso redor? É a partir desse olhar atento para o cotidiano que o coletivo de fotografia Olho da Rua apresenta sua primeira exposição, que entra em cartaz nesta quinta-feira (26), na Oficina do Estudante, em Campinas.
Com uma seleção que transita entre o preto e branco marcado por contrastes e imagens em cores vibrantes, a mostra convida o público a observar cenas comuns por uma nova perspectiva. As fotografias registram diferentes cenários urbanos, com imagens feitas em Campinas, outras cidades brasileiras e também no exterior.
A exposição reúne trabalhos de fotógrafos do coletivo que transformam momentos espontâneos da rotina em narrativas visuais. Pessoas, arquiteturas, encontros e situações inesperadas ganham destaque em registros que mostram a rua como espaço de criação, documentação e reflexão.

“O Coletivo Olho da Rua nasceu a partir de um workshop realizado na Galeria Fotoponto e reúne fotógrafos com trajetórias diferentes, unidos pelo desejo de explorar a rua como espaço de criação, observação e diálogo. Esta exposição apresenta um conjunto de imagens que percorrem diferentes territórios, trazendo personagens, arquiteturas, contrastes e momentos únicos do cotidiano”, explicou Ricardo Lima, fundador do coletivo.
Segundo ele, o projeto vai além do registro de cenas urbanas: “buscamos construir narrativas visuais que convidam o público a desacelerar o olhar e descobrir a beleza, a complexidade e a humanidade presentes nos espaços que atravessamos todos os dias”.
Um convite para desacelerar o olhar
Em meio ao consumo rápido de imagens no dia a dia, a exposição propõe uma pausa para perceber detalhes que muitas vezes passam despercebidos. A ideia é provocar o público a enxergar novas histórias nos espaços urbanos e refletir sobre as relações entre pessoas, lugares e momentos.

Sobre o coletivo
O Olho da Rua reúne fotógrafos profissionais e entusiastas que utilizam a fotografia de rua como forma de expressão artística, documentação e reflexão social. O grupo surgiu a partir de encontros realizados na Galeria Fotoponto, espaço cultural dedicado à fotografia em Campinas.
A primeira ação do coletivo foi uma cobertura documental do Carnaval, que deu origem a uma intervenção urbana em formato lambe-lambe no centro da cidade. Atualmente, o grupo participa de iniciativas voltadas à valorização da fotografia e integra as ações que antecedem o Festival Hercule Florence, evento dedicado à difusão da cultura fotográfica, previsto para agosto.
Serviço
- Quando: de 26 de junho a 26 de agosto, das 8h às 18h
- Onde: Oficina do Estudante – Avenida Brasil, 601, Jardim Guanabara
- Entrada: gratuita e aberta ao público