A queda de helicóptero que matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas em Urubici, na Serra Catarinense, completou um mês. Agora, a Polícia Civil aguarda autorização da Justiça para periciar um aparelho encontrado no local. Além disso, as equipes localizaram outros dois telefones danificados durante as buscas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Os dispositivos também passarão por análise da Polícia Científica.
O acidente de helicóptero do cantor Rick aconteceu em 21 de setembro. A aeronave Bell 430 decolou de Porto Belo com destino a São Joaquim. O relatório preliminar do Cenipa aponta entrada não intencional em nuvens sem visibilidade. Em seguida, o helicóptero colidiu contra o terreno durante voo controlado. As equipes continuam investigando as causas definitivas do impacto.
Celulares encontrados nos destroços passam por perícia técnica
A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou autorização à Justiça para acessar os dados do primeiro telefone resgatado. Dessa forma, os investigadores buscam mensagens, fotos, vídeos ou registros de chamadas. Essas informações podem esclarecer as condições do voo momentos antes da tragédia com o cantor Rick.
Posteriormente, os agentes do Cenipa acharam mais dois telefones danificados entre as peças da aeronave. A equipe encaminha os dispositivos para a perícia em celulares do acidente de helicóptero, sob responsabilidade da Polícia Científica. A investigação policial atua de forma complementar ao laudo final do órgão de aviação civil.
Remoção de motores e recuperação da caixa-preta
Enquanto o órgão não divulga o laudo conclusivo, a empresa dona da aeronave recolhe os materiais do local. Mecânicos e equipes de campo já retiraram os dois motores Rolls-Royce da mata fechada. A operação ocorreu logo após a melhora das condições do tempo na região.
Por outro lado, a Aeronáutica já recolheu a caixa-preta do helicóptero e faz análises técnicas no equipamento. No entanto, a fuselagem da aeronave continua na área da queda de helicóptero em Urubici. A remoção do restante da estrutura depende de licenças ambientais e de segurança, ainda sem prazo definido.




