Condenado a 40 anos de prisão pela participação no assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Cristian Cravinhos, de 50 anos, passou a vender conteúdo adulto em plataformas digitais. O ex-cunhado de Suzane von Richthofen decidiu ressignificar a própria notoriedade após deixar a cadeia.
Antes do novo ramo, Cristian tentava se sustentar com a venda de quadros, pinturas a óleo e gravuras produzidas durante o período em que esteve preso. Segundo ele, o dinheiro arrecadado com as obras deixou de ser suficiente para pagar as despesas da casa e ajudar no sustento da companheira e dos dois enteados.
Conforme apurado pelo jornalista Ulisses Campbell e divulgado nas redes sociais, Cristian começou oferecendo vídeos íntimos e fotografias por meio de conversas privadas nas redes sociais. O material, vendido inicialmente por R$ 120, acabou sendo compartilhado e a divulgação das negociações aumentou a procura.
Após a repercussão das conversas, Cristian confirmou que passou a produzir conteúdo adulto e afirmou que prepara a criação de um perfil em uma plataforma por assinatura. Ele negou inicialmente a atividade, mas mudou a versão depois de ser confrontado com registros das negociações feitas com seguidores.

A decisão, segundo o próprio Cristian, veio da dificuldade de reconstruir a vida fora do sistema prisional. “O recomeço fora da cadeia é muito duro”, afirmou. Ele também contou que já havia recebido propostas para atuar na indústria pornográfica antes da repercussão dos vídeos, mas que havia recusado os convites na época.
Depois do crime
Cristian passou ao regime aberto pela primeira vez em 2016, mas voltou à prisão dois anos depois após ser detido por tentar subornar policiais militares que o abordaram por descumprimento das regras do benefício. Em 2022, conseguiu novamente o regime aberto e permanece nessa condição.
O ex-cunhado de Suzane von Richthofen ficou conhecido por integrar o grupo condenado pela morte do casal Manfred e Marísia von Richthofen, ao lado do irmão Daniel Cravinhos e da própria Suzane. O caso voltou a ganhar repercussão após a estreia da série “Tremembé”, que retrata histórias de presos famosos.