A família de Ana Paula Renault, participante do BBB 26, acaba de confirmar a morte do pai dela, o ex-político Gerardo Henrique Machado Renault, aos 96 anos. Em nota pelas redes sociais, a família informou que a sister seguirá normalmente no BBB, em respeito a um desejo expresso por ele ainda em vida. Faltam dois dias para a grande final do reality, que será na próxima terça-feira (21).
Gerardo Renault era advogado, já foi deputado federal e estava internado no Hospital Felício Rocho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, desde o último 3 de abril, quando apresentou um quadro de confusão mental associado à desidratação. A causa da morte não foi divulgada.
Vontade do pai
Segundo o comunicado, a família optou por não divulgar o falecimento às vésperas da final do programa justamente para cumprir a vontade do pai de Ana Paula. A decisão de permanecer no Big Brother, de acordo com a equipe, vai além de questões profissionais ou financeiras.
A nota afirmou que o retorno de Ana Paula à atração representa um sonho construído ao longo de cerca de 10 anos e uma oportunidade de revisitar sua trajetória pessoal e profissional. Ainda conforme o texto, o pai da apresentadora apoiava e incentivava diretamente essa escolha.
“Foi ele quem pediu que Ana voltasse. Foi ele quem desejou vê-la ocupando novamente esse lugar”, disse o comunicado nas redes sociais. A equipe afirmou que a permanência no programa é uma forma de honrar esse pedido, feito por ele em vida.

Veja a nota publicada pela família
“Com profunda tristeza, a equipe de Ana Paula Renault comunica o falecimento de seu pai, seu Gerardo Henrique Machado Renault.
Diante de um momento tão doloroso, a família decidiu respeitar a vontade que ele expressou em vida e não comunica-lá. Ana Paula permanecerá no programa.
Sua volta nunca significou apenas dinheiro. Representa um sonho cultivado ao longo de 10 anos, uma oportunidade única de revisitar sua história, de se reencontrar com partes importantes de si mesma e de viver um caminho que também era desejado por seu pai.
Foi ele quem pediu que Ana voltasse. Foi ele quem desejou vê-la ocupando novamente esse lugar. E é por amor, por força e em respeito a esse desejo que a família escolheu não retirá-la do programa. Neste momento, pedimos respeito à dor de Ana Paula e de todos os seus familiares.”
Veja o vídeo da família
Junto com a notícia do falecimento de Gerardo, a equipe publicou um vídeo com as irmãs de Ana, Cibele, Gisele, Cida e Ana no hospital. René não estava no vídeo por estar a caminho.
Quem foi Gerardo Renault?
Gerardo é filho do securitário e comerciante René Renault e de Maria Aparecida Machado Renault. Ele estudou no Instituto Padre Machado e no Colégio Marconi, ambos na capital mineira. Gerardo também é bacharel em em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Na época, ele foi militante do movimento estudantil e participou da fundação da União Colegial de Minas Gerais, além de ter sido secretário do Diretório Central dos Estudantes da UMG e a vice-presidente da União Estadual dos Estudantes e da União Nacional dos Estudantes. Ele também presidiu a Federação Brasileira de Desportos Universitários.
Vida pública
Renault ingressou na vida pública em 1951, ao ser eleito vereador de Belo Horizonte pela União Democrática Nacional (UDN), e reeleito nos pleitos de 1954, 1958 e 1962. Durante esse período, integrou diversas comissões permanentes e especiais da Câmara Municipal e participou de atividades de projeção internacional, como a chefia da delegação brasileira nos Jogos Mundiais Universitários, realizados na Alemanha, em 1952.
Já filiado ao Partido Social Progressista (PSP), Gerardo Renault representou o Brasil em congressos internacionais de municípios realizados em Porto Rico e no Panamá. No mesmo período, integrou o conselho diretor da Associação Mineira de Municípios e a diretoria da Associação Brasileira de Municípios, consolidando sua atuação no campo do municipalismo.
A carreira estadual teve início em novembro de 1966, quando foi eleito deputado estadual por Minas Gerais pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido criado em apoio ao regime militar de 1964. Na época, Renault exerceu mandato como deputado estadual entre 1967 e 1979.
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ele foi relator da nova Constituição estadual e do Plano Quinquenal de Desenvolvimento de Minas Gerais, presidiu a Comissão de Redação e integrou comissões estratégicas, como as de Transportes, Comunicações e Obras Públicas, além da Comissão de Assuntos Municipais e Interestaduais.
Reeleito em 1970, Gerardo atuou como vice-líder do partido e do governo de Rondon Pacheco entre 1971 e 1973. No período seguinte, ocupou a segunda vice-presidência da Assembleia Legislativa. Um ano depois, conquistou o terceiro mandato estadual e passou a exercer o cargo de primeiro-secretário da Casa, além de presidir as comissões de Meio Ambiente e de Mineração e Siderurgia.
Ele foi eleito deputado federal em 1978. Entre março do ano seguinte e fevereiro de 1982, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Estado da Agricultura no governo de Francelino Pereira. Com o fim do bipartidarismo, em 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena.
De volta à Câmara dos Deputados, integrou a Comissão de Agricultura e Política Rural. Reeleito deputado federal pelo PDS, teve atuação destacada em momentos decisivos da redemocratização. Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. A proposta, contudo, foi derrotada no Congresso.
No Colégio Eleitoral de 1985, Gerardo Renault apoiou o candidato oficial do regime, Paulo Maluf, derrotado por Tancredo Neves. Tancredo, entretanto, não chegou a tomar posse pois em abril daquele ano, o que levou o vice-presidente José Sarney a assumir a Presidência da República.
Renault não concorreu à reeleição em 1986 e deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987. No mesmo ano, foi candidato a vice-governador de Minas Gerais, compondo a chapa encabeçada por Murilo Paulino Badaró.
Advogado com escritório em Belo Horizonte, seguiu atuando na vida institucional do estado. Em 1991, foi eleito presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, cargo para o qual foi reconduzido em sucessivos pleitos ao longo das décadas seguintes, incluindo a reeleição em 2015.

Vida pessoal
Ana Paula Renault é fruto do segundo casamento de Gerardo. Ele foi casado com Vera Cardoso Renault, com quem teve três filhos: Gisele, Rene e Cibele. Depois casou-se com Maria da Conceição Machado Renault, com quem teve duas filhas: Maria Aparecida e a jornalista Ana Paula Renault.
Apesar de pais com boas condições financeiras e trajetórias que podem gerar lucros por toda a vida, não tem nenhuma confirmação se Ana Paula Renault já atingiu o dígito dos milhões na conta bancária. Apesar disso, se a jornalista mineira vencer o BBB 26, onde está confinada atualmente, ela se torna milionária, visto que o prêmio final do reality ultrapassa os R$ 5,4 milhões.