Três décadas após a morte de Renato Russo, neste domingo (11), relatos sobre os últimos momentos do vocalista da Legião Urbana ajudam a recordar o período difícil vivido pelo artista em 1996. Na época, pessoas próximas descreveram uma piora em seu estado, com dificuldades para se alimentar, caminhar e falar.
Em entrevista à Folha de S.Paulo no ano da morte do cantor, Fernanda, esposa do guitarrista Dado Villa-Lobos, contou que o músico encontrou Renato em condições delicadas durante uma visita ao apartamento dele.
Dado foi ao apartamento após ouvir rumores
De acordo com Fernanda, Dado decidiu procurar o amigo depois de ouvir comentários de que Renato teria tirado a própria vida. Ao chegar ao local, o guitarrista encontrou o pai do cantor, que também se chamava Renato, chorando e pedindo ajuda.
Na entrevista, Fernanda relatou que o vocalista já não conseguia se alimentar direito e apresentava dificuldades para andar. Ela descreveu o amigo como alguém muito debilitado naquele momento.
Ainda segundo o relato, o período de depressão do cantor teria começado depois das gravações de A Tempestade, disco lançado pela Legião Urbana em 1996.
Dado soube da morte de Renato alguns dias após a visita. Fernanda afirmou que as pessoas próximas não imaginavam que ele morreria naquele momento. Para elas, o cantor conseguiria superar mais aquela fase, como havia feito diante de outras dificuldades.
Obra de Renato Russo segue presente na música brasileira
Além da trajetória à frente da Legião Urbana, Renato Russo deixou uma produção que continua sendo ouvida e regravada. Suas composições abordaram sentimentos, relações humanas e questões sociais, conquistando espaço entre diferentes gerações.
Em 2025, um levantamento do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) contabilizou 157 obras musicais e 327 fonogramas associados ao artista.
O estudo também apontou Tempo Perdido como a música de Renato Russo mais executada nos últimos anos. A composição aparece ainda como a mais regravada do cantor, com 83 versões registradas na base de dados da entidade.
Trinta anos após sua morte, a obra do vocalista permanece como parte importante da história do rock brasileiro.




