O ator Reynaldo Gianecchini afirmou que está solteiro há 12 anos e que não vive os romances que parte do público imagina. Conhecido por papéis de destaque em novelas como Laços de Família e Sete Pecados, o artista abordou o tema durante participação no canal do programa Alt Tabet, no YouTube, ao comentar as expectativas constantes em torno de sua intimidade e de sua sexualidade.
Expectativas do público sobre romances com homens
Durante a conversa, o galã explicou que muitas pessoas esperam declarações grandiosas sobre sua vida amorosa recente, cenário que não condiz com a sua realidade.
“As pessoas ficam esperando eu contar romances incríveis que tive com homens. Eu não tenho como contar. Estou solteiro há 12 anos, não estou vivendo romances incríveis. Nem se tivesse, talvez eu não quisesse falar. Esse passo que as pessoas querem ouvir eu não posso dar, eu não tenho o que falar”, declarou.
O artista também defendeu um olhar mais amplo sobre o afeto e a atração:
“O que eu posso falar sobre sexualidade é que acho bonito todo mundo olhar e perceber que ela é mais fluida do que você imagina. Para os que têm, claro coragem também de olhar”, pontuou.
Cobrança para ‘sair do armário’ e críticas à pressão externa
O ator relembrou o período que se seguiu ao término de seu casamento com a jornalista e apresentadora Marília Gabriela. Segundo o artista, houve forte pressão externa para que ele tomasse a decisão de sair do armário logo após a separação.
De acordo com o relato, boa parte das cobranças partiu de integrantes da própria comunidade LGBTQIAPN+, postura que ele classificou como invasiva:
“Querer tirar do armário é uma violência, não respeitar o tempo de cada um. O tempo de cada um tem a ver com as descobertas de cada um. Nem todo mundo já está maduro para entender sobre a própria sexualidade“, destacou.
O artista também apontou incoerências no tratamento entre pares dentro do movimento:
“A comunidade LGBT fala muito das dores dela, mas são os primeiros a atacarem dentro da própria comunidade. Você tem a sua dor e não importa a dor do outro. Você vai atacar ali porque não tem a performance X que você espera que tenha”, concluiu.





