O ator Will Smith (57) foi processado por um violinista que integrou sua turnê e é acusado de assédio sexual, além de demissão injusta e retaliação. As informações foram divulgadas pela revista Variety nesta quarta-feira (1º). A ação foi protocolada no Tribunal Superior da Califórnia, em Los Angeles, no dia 30 de dezembro.
Na noite desta sexta-feira (2), o ator se pronunciou por meio do advogado. Ao BuzzFeed, o advogado de Will Smith, Allen B. Grodsky, afirmou que as acusações de assédio sexual contra o artista são “falsas, infundadas e irresponsáveis”.
Ele também declarou: “[as acusações] são categoricamente negadas e usaremos todos os meios legais disponíveis para contestar essas alegações e garantir que a verdade venha à tona”.
Entenda o caso
O relato
De acordo com o processo ao qual a publicação teve acesso, o músico Brian King Joseph afirma ter sido alvo de “comportamento predatório” por parte do ator. A empresa de Smith, a Treyball Studios Management, também é citada como ré no caso.
A ação sustenta que Smith teria preparado e aliciado “deliberadamente” Joseph para uma suposta exploração sexual antes da turnê “Based on a True Story: 2025 Tour”.
Segundo o relato, o violinista foi contratado no fim de 2024 para uma apresentação em San Diego e, posteriormente, convidado a integrar a turnê. Ele se juntou à primeira etapa em março de 2025, em Las Vegas, ficando hospedado em quartos de hotel reservados para a banda e a equipe.
O início
Ainda conforme o processo, à medida que a relação profissional avançava, o ator teria dito ao músico: “você e eu temos uma conexão tão especial, que não tenho com mais ninguém”.
A ação descreve episódios ocorridos durante a estadia, incluindo o desaparecimento temporário da bolsa de Joseph, que continha a chave do quarto do hotel. O item teria sido devolvido horas depois pela equipe de produção, apontada como o único grupo com acesso ao quarto.
Indícios e demissão
Posteriormente, Joseph afirma ter encontrado indícios de que alguém entrou “ilegalmente” em seu quarto e deixou objetos como lenços umedecidos, um frasco de medicamento para HIV em nome de outra pessoa e um bilhete com a mensagem: “Brian, volto no máximo às 17h30, só nós dois”, acompanhado de um desenho de coração e a assinatura “Stone F”.
O violinista relata ter interpretado o bilhete como um aviso de que um indivíduo desconhecido retornaria ao local para a prática de atos sexuais. O episódio teria sido comunicado à segurança do hotel e a representantes de Smith.
Dias depois, segundo a ação, um membro da equipe de gestão da turnê teria “envergonhado” Joseph e o demitido, sugerindo que ele teria inventado a história.
Transtorno e indenização
Brian King Joseph afirma ainda ter desenvolvido transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e outros problemas de saúde mental em decorrência da demissão.
Ele pede indenização por assédio sexual, retaliação e demissão injusta, com o valor a ser definido por um júri, segundo a Variety.