A arquiteta e engenheira civil Kaline Macêdo viveu um verdadeiro enredo de suspense na vida real. Após a morte do companheiro de 12 anos em um acidente de trânsito, a viúva descobre amantes ao perceber que ele mantinha relacionamentos paralelos com pelo menos outras três mulheres. Duas dessas amantes, inclusive, marcaram presença no velório do companheiro em Salvador.
O caso aconteceu em outubro de 2025, mas o desabafo da baiana ganhou força em julho deste ano, quando a história viralizou nas redes sociais, superando a marca de 300 mil curtidas.
O homem, de 41 anos, morreu na rodovia em Alagoinhas (BA) enquanto retornava de Sergipe, onde havia se encontrado com uma jovem de 19 anos, a terceira amante identificada no caso. No momento da tragédia, Kaline acreditava que o parceiro estava a caminho do interior da Bahia para fazer uma surpresa para ela.
“Meu ex morreu em um acidente de carro e no velório dele descobrimos que ele era um mitomaníaco manipulador“, revelou Kaline em um dos vídeos publicados no TikTok.
Como a mãe da vítima desmascarou a farsa no velório
A descoberta inicial não veio por acaso. A mãe de Kaline, que acompanhava a filha abalada pelo luto, ouviu a conversa de uma visitante no local. A mulher afirmava que prestava apoio ao namorado de uma amiga, que mantinha uma relação de três anos com o falecido.
Ao questionar a visitante, a mãe da arquiteta percebeu que ambas falavam do mesmo homem. Para proteger a filha, que enfrentava um momento delicado e lidava com sentimentos de culpa por tentar terminar a relação antes do acidente, a mãe guardou segredo durante a cerimônia.
A verdade sobre as traições veio à tona cerca de dez dias depois. Kaline encontrou homenagens apaixonadas de uma das mulheres no Instagram, onde a rival lamentava a perda do “grande amor de sua vida”. Ao confrontar a mãe sobre as suspeitas, a arquiteta ouviu todo o relato do que havia acontecido no funeral.
@kalinearqeng eu não ia contar sobre isso aqui, pq ainda mexe demais comigo tudo que eu descobri e passei. mas resolvi compartilhar pq pode ser que minha história sirva para ajudar alguma mulher a não passar pelo mesmo que eu.
♬ som original – Kaline Macedo
Rede de mentiras e perseguição marcaram o relacionamento
Ao longo dos 12 anos de união, o homem construiu uma teia complexa de invenções para justificar ausências e viagens. Entre as falsas histórias, ele alegava a perda de um irmão gêmeo, uma tentativa de carreira como delegado e até um suposto assalto.
Além das invenções, a relação era pautada por dinâmicas de controle e ciúmes:
- Monitoramento: O homem instalou um aplicativo de controle parental no celular de Kaline para vigiar mensagens e a localização em tempo real.
- Perseguição: Três anos antes do acidente, a engenheira tentou colocar um fim no namoro, mas enfrentou perseguições e ameaças frequentes.
- Relacionamentos simultâneos: O falecido mantinha casos com uma amiga da visitante do velório, uma estagiária da própria empresa (que ignorava o namoro dele) e a jovem de 19 anos conhecida via aplicativo.
A investigação feita pelas próprias mulheres revelou que ele costumava inventar compromissos profissionais constantes para manter a rotina dupla sem levantar suspeitas.
Ressignificação do luto e reconstrução emocional
A revelação transformou a dor da perda em um processo de libertação. A arquiteta desabafou que, após a confirmação das fraudes e do fim do controle digital, sentiu um alívio imediato, seguido por sentimentos de culpa que precisou trabalhar na terapia.
Hoje, Kaline compartilha sua trajetória nas redes digitais para alertar outras mulheres sobre sinais de relacionamento abusivo, dependência emocional e manipulação psicológica.
“A pessoa que morreu não era a pessoa que eu conhecia. Aos poucos entendi que aquela pessoa com quem me relacionei, de fato, não existe mais”, concluiu a baiana.
@kalinearqeng continuação de como eu descobri que meu ex era um mitomaníaco e como ele fazia várias mulheres de idiota
♬ som original – Kaline Macedo