Águas de São Pedro avança na implantação de uma usina solar fotovoltaica que deverá entrar em operação até o fim de 2026. A obra faz parte de um projeto da Prefeitura para modernizar o consumo de energia e reduzir despesas com serviços públicos municipais.
Usina solar de Águas de São Pedro chega a 35% da obra
A construção está na fase de concretagem dos pilares que vão sustentar os painéis solares. Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, a instalação dos equipamentos deve começar em aproximadamente 15 dias.
A usina será instalada em um terreno municipal e terá potência de 1 megawatt-pico (MWp). O sistema ficará conectado à rede da CPFL Paulista, distribuidora responsável pelo fornecimento de energia na região.

Como a energia solar será usada pela Prefeitura?
O projeto integra o programa municipal Águas Sustentável – Energia Limpa e Eficiência Pública. A proposta é gerar eletricidade renovável para compensar o consumo de diferentes prédios e estruturas públicas.
Na prática, a energia produzida será injetada na rede elétrica. A Prefeitura poderá usar os créditos gerados para compensar o consumo de unidades municipais, incluindo instalações administrativas, equipamentos de saúde e educação e iluminação pública.
Esse modelo é conhecido como autoconsumo remoto. Quando a geração supera o consumo compensado, o excedente pode gerar créditos de energia, conforme as regras aplicáveis, com validade de até 60 meses.
Projeto prevê investimento de R$ 4,3 milhões
A implantação da usina foi viabilizada por uma parceria entre a Prefeitura de Águas de São Pedro e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
O investimento estimado na fase inicial é de R$ 4,3 milhões. Os recursos são provenientes do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop), que apoia iniciativas municipais relacionadas à proteção ambiental.
A iniciativa também está alinhada ao planejamento energético e climático do estado. O Plano Estadual de Energia 2050 estabelece diretrizes para reduzir as emissões de carbono nos setores de energia e transporte.

Economia pode alcançar R$ 7 milhões por ano
Estudos da Prefeitura, com apoio técnico da Semil, apontam potencial de economia de até R$ 7 milhões anuais com despesas de energia elétrica. O valor é uma estimativa e depende dos resultados da implantação e da operação do projeto.
Atualmente, os gastos municipais relacionados à energia, aos combustíveis, à manutenção da frota e aos sistemas térmicos convencionais são estimados em cerca de R$ 3 milhões. A administração pretende reduzir essas despesas por meio da geração solar e da substituição gradual de tecnologias que utilizam combustíveis fósseis.
SPA Thermal e frota municipal estão nos planos
A energia gerada também deverá apoiar mudanças no sistema de aquecimento de água do SPA Thermal. Atualmente, a estrutura utiliza gás liquefeito de petróleo (GLP), e o projeto prevê a substituição desse modelo por aquecimento elétrico.
Outra medida planejada é a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos. A iniciativa deve contribuir para a futura eletrificação da frota pública municipal.
De acordo com as estimativas apresentadas no projeto, a substituição do sistema de aquecimento e a modernização da frota poderão evitar quase 250 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. O cálculo considera as emissões associadas ao consumo de gás e gasolina nessas atividades.
A conclusão das obras está prevista para o fim de 2026. Com a entrada em operação, Águas de São Pedro deverá iniciar uma nova etapa de gestão energética, com geração renovável, compensação do consumo dos prédios públicos e medidas para reduzir despesas municipais.




