Novos registros feitos pela VTV SBT mostram como está o navio oceanográfico Professor W. Besnard após a embarcação inclinar na noite desta sexta-feira (13), no cais do Parque Valongo, no Porto de Santos. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), não há risco para a navegação no canal do porto.
A embarcação é conhecida por ter participado de diversas expedições científicas à Antártida e está atracada em Santos, no litoral de São Paulo, desde 2008. Informações preliminares indicam que cabos de aço que mantinham o navio preso ao cais podem ter cedido, provocando a inclinação lateral (veja mais abaixo).
Em nota, a Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Assuntos Portuários e Emprego (Seporte), informou que a Marinha do Brasil e a Autoridade Portuária já adotaram as medidas necessárias para garantir a segurança da área. Não houve registro de feridos e não há risco ambiental, conforme a pasta.
Medidas emergenciais no cais
De acordo com a Diretoria de Operações da APS, o navio inclinou em direção à murada do cais. Por isso, foi realizado um reforço nas amarras da embarcação para evitar que ela se soltasse e derivasse em direção ao canal de navegação. As equipes também instalaram um cerco de contenção ambiental ao redor do navio.
Segundo os técnicos, no entanto, a embarcação já havia sido totalmente esgotada de óleo ou resíduos que pudessem causar poluição. A Guarda Portuária de Santos mantém vigilância para impedir a aproximação de curiosos. A medida busca evitar acidentes, já que o acesso à estrutura inclinada pode representar risco.

Sobre a embarcação
Pertencente ao Instituto do Mar, o navio foi lançado ao mar pela Universidade de São Paulo (USP) e é considerado um marco da pesquisa científica no país. A embarcação homenageia o cientista Wladimir Besnard (1890 – 1960), que liderou iniciativas para que a universidade tivesse um navio de pesquisa.
O Professor W. Besnard chegou ao Brasil em agosto de 1967 e teve uma longa trajetória em missões científicas. Ao longo de sua história, navegou por mais de três mil dias e realizou centenas de expedições oceanográficas.
Desde 2008, o navio permanece atracado e sem operar. A embarcação chegou a ser cedida ao município de Ilhabela, no litoral norte paulista, mas em julho do ano passado, a Justiça determinou que a prefeitura desmontasse o navio por falta de condições de navegação. A decisão, porém, acabou suspensa após audiência de conciliação com o Ministério Público. Com isso, a responsabilidade passou ao Instituto do Mar.