Aos 48 anos, Bryan Johnson investe cerca de US$ 2 milhões por ano em um projeto pessoal que promete retardar o envelhecimento. Entre as estratégias adotadas pelo empresário está uma das mais controversas: ele chegou a receber transfusões de plasma sanguíneo, inclusive de seu próprio filho, em uma tentativa de melhorar a saúde e rejuvenescer o organismo.
O procedimento, porém, não tem comprovação científica robusta de que seja capaz de reverter o envelhecimento. Johnson abandonou as transfusões e passou a concentrar o chamado Projeto Blueprint em uma combinação de alimentação controlada, exercícios, sono rigoroso, exames frequentes e dezenas de suplementos.
O objetivo declarado pelo empresário é fazer com que órgãos como cérebro, coração e pele funcionem como os de uma pessoa de 18 anos. Para isso, ele acompanha uma série de indicadores do próprio organismo e modifica a rotina de acordo com os resultados. Grande parte dos dados divulgados pelo projeto, no entanto, é autorreportada.
Como é a rotina
A rotina de Johnson é extremamente controlada e envolve alimentação, exercícios, sono e suplementação. Entre os hábitos adotados pelo empresário estão:
- 🥗 Alimentação: segue uma dieta vegana, com ingestão calórica controlada e baseada principalmente em vegetais, lentilhas, castanhas e sementes. A última refeição costuma acontecer por volta do meio-dia.
- 🏋️ Exercícios: dedica cerca de uma hora por dia aos treinos e também realiza atividades físicas mais leves em outros momentos da semana.
- 😴 Sono: procura dormir e acordar sempre nos mesmos horários, em um quarto escuro e com temperatura controlada. Antes de dormir, usa óculos que bloqueiam a luz azul.
- 💊 Suplementos: afirma consumir mais de 100 comprimidos por dia, formulados de acordo com os objetivos do projeto.

Onde está a ciência?
Parte do Blueprint reúne hábitos que já são associados à manutenção da saúde. Exercícios regulares, alimentação rica em vegetais e fibras, sono adequado e controle do consumo calórico podem contribuir para a prevenção de doenças e para uma vida mais saudável.
O problema começa quando essas práticas são apresentadas como capazes de reverter o envelhecimento. Terapias com luz infravermelha, determinados procedimentos experimentais e o uso indiscriminado de suplementos ainda não possuem evidências suficientes para comprovar efeitos antienvelhecimento.
O próprio projeto também passou por um momento de questionamento. Em 2026, Johnson revelou ter sido diagnosticado com gastrite autoimune, uma condição que, segundo ele, não havia sido identificada durante anos de acompanhamento. Depois, admitiu publicamente que talvez tivesse “levado essa história de longevidade longe demais”.