Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Chuvas aumentam risco de leptospirose na Baixada Santista; saiba como se proteger

Regional de Santos está entre as áreas com mais registros da doença no estado em 2026
Chuvas intensas aumentam o risco de leptospirose na Baixada Santista: homem caminha em rua alagada com guarda-chuva em dia de temporal

A leptospirose acende um alerta na Baixada Santista e região em períodos de chuvas fortes e alagamentos. A regional de vigilância de Santos registrou 33 casos da doença entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

No estado, foram confirmados 347 casos no mesmo período. A regional de São Paulo aparece com 93 registros, enquanto Mogi das Cruzes e Campinas contabilizam 34 casos cada. Em todo o ano de 2025, São Paulo teve 451 casos.

A doença preocupa principalmente após enchentes porque a água e a lama podem entrar em contato com urina de animais infectados, especialmente ratos.

Leptospirose: quais são os principais sintomas?

Os primeiros sintomas da leptospirose podem surgir entre 1 e 30 dias após a exposição. Segundo o Ministério da Saúde, o período mais comum é entre 7 e 14 dias.

Entre os principais sinais estão:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular, principalmente nas panturrilhas;
  • Falta de apetite;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

Em casos graves, podem aparecer pele e olhos amarelados, sangramentos, insuficiência renal e dificuldade para respirar. Cerca de 15% dos pacientes podem evoluir para manifestações clínicas graves.

Quem apresentar sintomas depois de ter contato com água ou lama de enchente deve procurar atendimento médico e informar sobre a exposição.

Como a leptospirose é transmitida?

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais infectados, especialmente roedores.

A bactéria pode entrar no organismo por ferimentos, mucosas ou até pela pele íntegra quando ela permanece muito tempo em contato com água contaminada. As enchentes aumentam o risco porque podem espalhar a bactéria presente em esgotos e outros ambientes contaminados.

Como se proteger após chuvas e enchentes?

A principal recomendação é evitar o contato com água e lama de alagamentos. Quem precisar entrar em uma área atingida deve usar botas e luvas impermeáveis para reduzir a exposição.

Também é importante proteger cortes e arranhões, manter alimentos armazenados corretamente e acondicionar o lixo de forma adequada. Caixas-d’água devem permanecer limpas e vedadas para ajudar no controle de roedores.

Na limpeza de locais atingidos por enchentes, o Ministério da Saúde orienta usar botas e luvas de borracha. A lama deve ser retirada e o ambiente precisa passar por limpeza e desinfecção.

Crianças não devem nadar ou brincar em água de enchentes. Alimentos e medicamentos que tiveram contato com a inundação também devem ser descartados.

Leia também:


Continua após a publicidade

Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

VEJA TAMBÉM

escola-vandalizada-praia-grande

Duas escolas municipais são vandalizadas durante a madrugada em Praia Grande; VÍDEO

Jefferson Rudy/Agência Senado

Flávio Bolsonaro nega tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil

diarista-presa-audiência-custódia

Diarista suspeita de furtar casa de norte-americano em Santos é solta após audiência de custódia

paolo-bianchi

Prefeitura de Peruíbe troca secretário de Saúde após pedido de exoneração; saiba motivo

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.