A espera acabou para os fãs de “Bridgerton”. A quarta temporada da série estreia nesta quinta-feira (29), às 5 da manhã, e a expectativa está oficialmente nas alturas. Não à toa, a própria Netflix decidiu aguçar ainda mais a curiosidade do público ao liberar os cinco primeiros minutos do episódio de estreia, oferecendo um gostinho elegante e estratégico do que vem por aí.
Confesso: sou apaixonada por “Bridgerton”. Pela estética impecável, pelo figurino exuberante, pela forma como as histórias de amor são conduzidas e, principalmente, pela maneira como a série consegue dialogar com o clássico e o contemporâneo ao mesmo tempo.

Para quem ainda não sabe, a produção é uma adaptação literária da obra da escritora Julia Quinn, e cada temporada acompanha a trajetória amorosa de um dos filhos da poderosa família Bridgerton.
Desta vez, os holofotes se voltam para Benedict Bridgerton, o segundo filho do clã e, para mim, talvez o mais livre, o mais espirituoso e o mais imprevisível entre os irmãos.
A nova temporada gira em torno de um encontro enigmático: uma dama misteriosa vestida de prata, conhecida como a Dama de Prata, que cruza o caminho de Benedict durante um baile de máscaras promovido por ninguém menos que Violet Bridgerton, a matriarca da família.

E é aí que “Bridgerton” mostra, mais uma vez, sua força narrativa: tudo se conecta. Nada é por acaso. A série envolve o espectador com camadas de romance, segredos, convenções sociais e personagens que evoluem diante dos nossos olhos. Tudo isso sempre embalados por uma trilha sonora impecável, que transforma hits contemporâneos em delicadas versões instrumentais tocadas em violinos, criando um contraste delicioso entre épocas.
A quarta temporada traz ainda uma inspiração clara no clássico conto da Cinderela. Aqui, o herdeiro de uma influente família aristocrata vê seu coração ser conquistado por uma mulher que, à primeira vista, não pertence ao seu mundo: uma criada. Um romance improvável, atravessado por diferenças sociais, identidade e escolhas, temas que “Bridgerton” sabe trabalhar como poucos.
“Minha aposta? Uma temporada leve, romântica e absolutamente encantadora. Benedict é, sem dúvida, o irmão com o senso de humor mais afiado e a postura mais solta entre os Bridgertons, e isso promete trazer uma nova dinâmica à narrativa, talvez menos rígida, mais emocional e ainda mais envolvente.“
Se você ainda não começou “Bridgerton“, fica o aviso: está perdendo tempo. E se já é fã, vale assistir aos minutos liberados pela Netflix e se deixar levar pela ansiedade deliciosa que antecede a estreia.
“Eu, particularmente, estou com a sensação de que vem aí uma temporada linda. Agora é só apertar o play e se apaixonar outra vez.“