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Praia Grande lança campanha ‘Bullying Não é Brincadeira’ após morte de Carlinhos

Caso aconteceu em abril deste ano em escola estadual da cidade do litoral paulista
bullying

A Prefeitura de Praia Grande iniciou a campanha “Bullying Não é Brincadeira”. Recentemente, em abril deste ano, a cidade do litoral paulista foi palco de um caso sério do tipo, quando um menino de 13 anos, Carlos Teixeira, também chamado de Carlinhos, morreu uma semana depois de dois colegas pularem sobre as costas dele dentro da Escola Estadual Professor Júlio Pardo Couto.

Segundo a administração municipal, o foco é trabalhar a conscientização nas escolas estaduais, municipais, nos espaços públicos e por meio das redes sociais da prefeitura. A iniciativa realizará encontros com o corpo docente e com servidores de diversas secretarias para orientar sobre como proceder e sobre os serviços públicos oferecidos no Município. Além disso, serão discutidas as principais demandas de jovens e crianças que sofrem com esse tipo de violência.

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Também serão promovidas reuniões com os pais de alunos para conscientizar e orientar sobre o bullying e apresentações sobre o tema junto aos estudantes em sala de aula.

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Vítimas de bullying ou quem presenciar atos de abuso e violência contra jovens e crianças, devem denunciar pelo Disque 100. O número é nacional e está disponível diariamente, 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados. Ao presenciar uma violência física, ligue imediatamente para o número da Polícia Militar, o 190, que deve ser acionado em casos de necessidade imediata ou socorro rápido.

O caso

No último dia 9 de abril, Carlos Teixeira foi agredido no colégio onde estudava, a Escola Estadual Professor Júlio Pardo Couto. Segundo relato do pai do garoto, dois meninos que estudavam na mesma classe de Carlos, no 6º ano do Ensino Fundamental, teriam pulado nas costas dele enquanto ele conversava com outro colega. O pai da vítima ainda afirmou que o filho sofria bullying e que no mesmo dia em que foi agredido passou a ter dores e dificuldade para respirar.

Ainda de acordo com o pai, Carlos foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Praia Grande ao menos três vezes na semana, onde o filho era medicado e, em seguida, liberado. Os sintomas pioraram e ele foi levado então à UPA Central de Santos, onde ele precisou ser internado e entubado. Carlos foi transferido para a Santa Casa de Santos e morreu após três paradas cardiorrespiratórias.

A Prefeitura de Praia Grande lamentou profundamente o fato e a administração municipal se solidarizou com os familiares e amigos do jovem. A prefeitura também solicitou junto à secretaria de Estado uma apuração completa dos fatos, já que a unidade de ensino é estadual.

A Polícia Civil investiga o caso.


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