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Trump diz que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto; Irã confirma

Presidente dos EUA afirmou que ataques ao Irã devem seguir por toda semana
Mapa do Oriente Médio ilustrando a região de conflito entre Estados Unidos e Irã, abrangendo o Estreito de Ormuz e o território do Kuwait.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei nos ataques combinados com Israel ao Irã, que deixaram mais de 200 mortos e 700 feridos. Em rede social, ele disse: “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história está morto”. O anúncio foi publicado por volta das 17h de hoje (no horário local de Washington — 19h, em Brasília) pelo perfil do republicano na rede Truth Social. A informação foi confirmada pelo canal do Telegram da Irna (Agência de Notícias da República Islâmica).

“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”.
– Donald Trump, em publicação no Truth Social

Pouco antes, em um breve pronunciamento, Netanyahu disse que havia muitos sinais de que Khamenei “não existe mais” e “não está mais entre nós”. Ele, porém, não confirmou explicitamente sua morte.

Na sequência, um alto funcionário de Israel afirmou à Reuters que o líder supremo do Irã está morto e seu corpo foi encontrado. A informação foi dada pela agência de notícias, que não divulgou a identidade da autoridade israelense.

Irã negou inicialmente

Chanceler do Irã chegou a negar a morte do aiatolá após pronunciamento de Netanyahu. Porém, a informação foi confirmada pelo canal do Telegram da Irna (Agência de Notícias da República Islâmica).

“O Líder Supremo da Revolução Islâmica do Irã foi martirizado”, divulgou a Irna. No texto, a agência ainda escreveu que: “A Deus pertencemos e a Ele retornaremos”. A publicação com o anúncio foi compartilhada às 22h29 (horário de Brasília). A morte do aiatolá também foi comunicada na rede de televisão.

O governo iraniano decretou 40 dias de luto e sete dias de feriado nacional em razão da morte. Em nota, escreveram que Khamenei representava um “modelo de fé, jihad e resistência”, ressaltando que ele foi “martirizado após brutal ataque perpetrado pelo governo criminoso dos Estados Unidos e pelo regime sionista maligno [Israel]”.

Governo iraniano destacou que Khamenei marcou um novo capítulo de governança na história do Islã. Para eles, o líder supremo morto foi responsável por liderar a nação islâmica contra a descrença, a tirania e a arrogância até o último momento de “sua vida abençoada e histórica”.

“Khamenei foi um modelo de sacrifício e resistência na era atual (…) e permanecerá para sempre nos corações das nações do mundo ao lado do nome de ‘o Grande Khomeini’ [líder supremo anterior]. Abrangência e domínio das ciências modernas, sabedoria, visão de futuro, fé pura, sinceridade em ação, vontade inabalável, profunda crença em suas palavras, ações e objetivos, coragem incomparável, vasto conhecimento religioso, um espírito gentil e lúcido, e esperança e confiança em Deus Todo-Poderoso foram algumas das características marcantes desta grande personalidade, encontradas em poucos líderes políticos.”
– Governo do Irã

Saiba quem é Ali Khamenei

O aiatolá Ali Khamenei tinha 86 anos e estava à frente do Irã desde 1989. Ele detinha a autoridade máxima sobre todos os ramos do governo, as forças armadas e o judiciário.

Embora os funcionários eleitos administrem os assuntos do dia a dia, nenhuma política importante — especialmente relacionada aos Estados Unidos — prosseguia sem a aprovação dele. O domínio de Khamenei sobre o complexo sistema de governo teocrático do Irã, combinado com uma democracia limitada, garantia que nenhum outro grupo pudesse contestar suas decisões.

Mas o governo de Khamenei nem sempre foi assim. No início, ele era considerado fraco e um sucessor improvável para o falecido fundador da República Islâmica, o carismático Aiatolá Ruhollah Khomeini.

Por não ter alcançado o status religioso de aiatolá quando foi nomeado Líder Supremo, Khamenei teve dificuldades em exercer o poder por meio da autoridade religiosa, como previa o sistema teocrático.

Após lutar por muito tempo para deixar a sombra de seu mentor, ele se impôs ao criar um aparato de segurança dedicado exclusivamente a ele mesmo.

Khamenei desconfiava do Ocidente, particularmente dos Estados Unidos, que acusava de tentar derrubá-lo.

Em um discurso após os protestos de janeiro, ele culpou Trump pela agitação da população, dizendo: “Consideramos o presidente dos Estados Unidos um criminoso pelas vítimas, danos e calúnias que infligiu à nação iraniana.”

Apesar da rigidez ideológica, ele demonstrou disposição para ceder quando a sobrevivência da República Islâmica está em jogo.

Como foram os ataques

O ataque coordenado envolvendo Estados Unidos e Israel atingiu o Irã na madrugada deste sábado (28), elevando ainda mais a tensão no Oriente Médio. Explosões foram registradas na capital Teerã e em pelo menos outras quatro cidades iranianas, segundo relatos iniciais divulgados por agências internacionais.

Em resposta, forças iranianas lançaram mísseis contra alvos em território israelense e também contra bases militares americanas instaladas na região, em uma reação que autoridades locais classificaram como “proporcional”. Até o momento, foram alvejadas ao menos seis instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque.

O que já aconteceu

Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava uma guerra contra o país.

O que se sabe do ataque de EUA e Israel

  • Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
  • Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país.
  • O espaço aéreo iraniano foi fechado.
  • 40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo agências iranianas.
  • Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.

O que se sabe sobre a retaliação do Irã

  • Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
  • Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes – países que têm bases norte-americanas.
  • Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.

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Autor

  • Rosa Santos

    Jornalista com pós-graduação em marketing e especialista em gestão de comunicação. Apaixonada por conectar marcas ao seu público-alvo por meio de conteúdo relevante e estratégias eficientes. Também amante da literatura e do entretenimento.

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