O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, declarou nesta quarta-feira (11) que o Irã não participará da próxima Copa do Mundo. Ele afirma que a atual situação do país — que enfrenta um contexto de guerra no Oriente Médio após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel — impede a seleção iraniana de disputar o Mundial.
“Desde que este governo (Estados Unidos) corrupto assassinou nosso líder, não há circunstâncias em que possamos participar da Copa do Mundo”, disse Donjamali.
“Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para participação”, acrescentou.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump garantiu que “o Irã será bem-vindo” para disputar a Copa do Mundo, de acordo com Gianni Infantino, presidente da Fifa.
“Me encontrei com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o andamento dos preparativos para a próxima Copa do Mundo da Fifa e a crescente expectativa, já que faltam apenas 93 dias para o início do torneio”, escreveu Infantino no Instagram.

O que pode acontecer
O regulamento da Fifa prevê uma multa mínima de 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão) para a seleção que abandonar o torneio. Com a confirmação da desistência do Irã, a entidade pode manter o grupo com apenas três seleções ou convidar outro país para preencher a vaga.
Emirados Árabes Unidos e Iraque, que chegaram às fases finais das Eliminatórias Asiáticas, são os países com mais chances de ocupar a vaga dos iranianos caso a Fifa escolha pela inclusão de uma seleção substituta.
A Copa do Mundo será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos nos Estados Unidos, México e Canadá.
O Irã está no mesmo grupo que Bélgica, Egito e Nova Zelândia. As três partidas da primeira fase estão marcadas para serem realizadas nos Estados Unidos.
