Impulsionada por um forte crescimento de audiência nos últimos anos e pela popularização nas redes sociais, a Fórmula 1 tem ampliado seu alcance global e atraído cada vez mais investidores e montadoras interessadas em associar suas marcas à principal categoria do automobilismo mundial. Nesse cenário, a fabricante chinesa de veículos elétricos e híbridos BYD passou a avaliar a possibilidade de ingressar no universo automobilístico.
De acordo com informações divulgadas pela agência Bloomberg, a empresa estuda diferentes caminhos para entrar no automobilismo internacional. Entre as alternativas analisadas estão a Fórmula 1 e competições de endurance, como o Campeonato Mundial de Endurance (WEC).
O interesse ocorre em um momento de expansão da presença da categoria, que recentemente também atraiu outras montadoras tradicionais. A Audi, por exemplo, optou por assumir a estrutura da antiga equipe Sauber, passando a controlar a fábrica responsável pelo desenvolvimento do chassi na Suíça, além de produzir suas próprias unidades de potência na Alemanha.
Já a Cadillac, pertencente ao grupo General Motors, escolheu seguir com a criação de uma nova equipe no grid da categoria. Inicialmente, o projeto utilizará motores fornecidos pela Ferrari até que a marca desenvolva sua própria unidade de potência.
BYD na Fórmula 1
No caso da BYD, o interesse está relacionado ao avanço das vendas da marca no mercado internacional e à evolução tecnológica das categorias de automobilismo. Tanto a Fórmula 1 quanto o endurance têm ampliado o uso de motores híbridos, o que se aproxima da estratégia da fabricante chinesa, conhecida por produzir veículos totalmente elétricos e também modelos híbridos.
Entre as possibilidades avaliadas pela empresa estão a criação de uma equipe própria ou a aquisição de uma escuderia já existente, estratégias que já foram adotadas por outras montadoras ao ingressar na categoria.
Apesar do interesse, um dos principais desafios para a entrada na Fórmula 1 é o alto investimento necessário. Especialistas do setor estimam que os custos para desenvolver um carro competitivo e participar do campeonato podem ultrapassar 500 milhões de dólares por temporada.
No caso da Cadillac, por exemplo, foram pagos cerca de 450 milhões de dólares apenas como taxa de compensação às equipes que já fazem parte do grid, sendo que o valor que não inclui os gastos com desenvolvimento e produção do carro.
Segundo a Bloomberg, até o momento a BYD ainda não tomou uma decisão definitiva sobre a participação no automobilismo e também não comentou oficialmente o assunto após ser procurada pela agência de notícias.