Com a proximidade da Páscoa, a busca por chocolates ganha força e, junto com ela, cresce também o interesse por versões veganas dos tradicionais ovos. Em Campinas, confeiteiras especializadas já percebem o aumento nas encomendas e apontam que esse nicho vem conquistando um público cada vez mais diverso.
A confeiteira Lara Rosa, que mantém um ateliê na cidade, afirma que a procura por produtos sem ingredientes de origem animal tem avançado ano após ano e já representa uma fatia importante do negócio. Na Páscoa de 2025, cerca de 40% dos ovos produzidos por ela foram veganos – número que deve crescer em 2026.
“A procura por produtos veganos cresceu bastante. Hoje, cerca de 30% do meu faturamento já vem desses itens, e a tendência é aumentar ainda mais”, explica.
A confeiteira Vitória Lima, especializada nesse tipo de produção, também observa que a demanda costuma se intensificar conforme a data se aproxima. “Esse interesse aumenta mais perto da Páscoa e, para este ano, a expectativa é de uma demanda ainda maior, principalmente porque o veganismo tem ganhado mais visibilidade e aceitação”, afirma.
Produção com adaptação e inclusão
Apesar do foco, o consumo desses produtos não se limita a quem segue o veganismo. Segundo as profissionais, uma parte significativa dos clientes busca alternativas por questões de saúde ou restrições alimentares.
“Muitas vezes são mães que precisam evitar determinados alimentos por causa da amamentação ou pessoas com intolerância à lactose. O chocolate vegano acaba sendo uma solução nesses casos”, diz Lara.
A fabricação de chocolates veganos demanda mudanças em relação à confeitaria tradicional. De acordo com Lara, muitos ingredientes precisam ser preparados de forma artesanal, o que exige mais tempo e cuidado.


“Um leite condensado vegano, por exemplo, leva vários ingredientes e demanda mais preparo. É mais trabalhoso, mas o resultado precisa ter a mesma qualidade”, explica.
Para as confeiteiras, o aumento da procura reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que tem buscado opções mais inclusivas e alinhadas a diferentes estilos de vida. “O veganismo é um estilo de vida, mas também existe um público que busca produtos mais sustentáveis ou sem ingredientes de origem animal, mesmo sem ser vegano”, avalia Vitória.
Impacto na economia local
A movimentação também é vista como positiva para o comércio. Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, datas como a Páscoa impulsionam diferentes setores.
“A Páscoa movimenta a economia, especialmente na confeitaria. O crescimento de nichos como os chocolates veganos mostra como os empreendedores estão atentos às novas demandas”, afirma.
Para ela, a diversidade de produtos amplia as oportunidades de venda e fortalece o mercado local.