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Tarcísio veta projeto da Alesp que punia maus-tratos a animais

Governador alega que legislação atual já é suficiente; texto vetado previa que agressores ressarcissem o Estado por gastos veterinários
Cão porte médio, marrom e branco, sorrindo ao ar livre em grama, em chamada da feira de adoção em Guarujá com apoio veterinário e avaliação dos tutores para adoção de cerca de 20 animais.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vetou na íntegra o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que visava combater e punir maus-tratos a animais. De autoria do deputado Maurici (PT), o texto havia sido aprovado no final do ano passado, antes do “caso Orelha“.

Para justificar a decisão, o governador afirmou que o bem jurídico em questão já está protegido pelo arcabouço normativo em vigor, alegando que não há “inovação na ordem jurídica que justifique a edição de nova lei”.          

O projeto vetado estabelecia que o agressor seria o responsável pelas despesas de assistência veterinária e demais gastos decorrentes da agressão. O texto detalhava que o infrator deveria ressarcir a Administração Pública Estadual pelos custos de tratamentos realizados em serviços públicos veterinários.

Multas e medidas educativas

Além do ressarcimento, a proposta determinava punições administrativas, como:

  • Advertência e multas: Os valores variavam entre 100 e 200 Unidades Fiscais do Estado (UFESPs), o que equivale hoje a valores entre R$ 3,8 mil e R$ 7,6 mil.
  • Conscientização: O poder público poderia oferecer palestras e cursos sobre o tema ao agressor, ministrados por organizações da sociedade civil especializadas na temática.

Com o veto integral, todas essas medidas, incluindo as sanções financeiras e educativas, foram descartadas.

Reação e repúdio ao veto

Após o anúncio, o deputado Maurici publicou nota nas redes sociais repudiando a decisão e reforçando que o projeto focava na responsabilização financeira dos agressores.

“Animais não são objetos: são seres sencientes, capazes de sentir dor, medo, alegria e sofrimento. Por isso, recebem proteção especial também pelo Direito Ambiental. Defender os animais é reconhecer que eles merecem proteção real”, afirmou o parlamentar.

Para o autor da proposta, a defesa dos animais exige leis mais firmes e a punição direta de quem comete os abusos.


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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