Claudya comemora seis décadas de carreira em apresentação no SESC Campinas, no dia 9 de abril, às 20h. O show integra a turnê “Deixa Eu Dizer” e reúne nove músicos com arranjos especiais para revisitar canções históricas da artista.
A iniciativa destaca momentos centrais de sua trajetória na música brasileira e a evolução de seu repertório. Os ingressos custam de R$ 15 a R$ 50 e já podem ser adquiridos tanto em site oficial quanto na bilheteria presencial. O SESC Campinas está localizado na Rua Dom José I, 270/333, no bairro Bonfim.
Turnê “Deixa Eu Dizer” traz clássicos e novos arranjos
A turnê de Claudya iniciou em São Paulo e agora chega a Campinas, apresentando um repertório que mistura memória e inovação. Cada canção recebe novos arranjos criados para ampliar nuances e explorar diferentes sonoridades, mantendo a essência original de seus sucessos.
Na ocasião, Claudya interpretará clássicos que marcaram sua carreira desde os anos 1970, como “Menina Fulô”, “Só que deram o zero pro Bedeu” e “Como dois e dois são cinco”. O show também presta homenagem a compositores que influenciaram seu trabalho, como Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle.
Carreira de Claudya
Nascida Maria das Graças Rallo, Claudya começou a cantar ainda criança em Juiz de Fora, Minas Gerais. Aos 17 anos, mudou-se para São Paulo em busca de oportunidades profissionais e integrou o programa O Fino da Bossa, dividindo palco com Elis Regina, Jair Rodrigues e Baden Powell.
Em 1965, gravou seu primeiro compacto e iniciou apresentações em programas de televisão e festivais. A carreira internacional começou com shows no Japão, onde gravou dois compactos e um LP.
Ao longo de 60 anos, Claudya lançou mais de 20 discos, transitando por gêneros como samba, bossa nova, soul, canção romântica e música internacional.
Releituras e registros históricos
O show no SESC Campinas apresenta pela primeira vez ao vivo os discos dos anos 1970 de Claudya, como Jesus Cristo (1971), Você, Claudya, Você (1971), Deixa Eu Dizer (1973), Reza, Tambor e Raça (1977) e Pássaro Emigrante (1979). Os arranjos de Alexandre Vianna conectam gerações, preservando a essência de cada faixa.
Além de relembrar sucessos, o espetáculo mostra a capacidade da artista de reinterpretar seu repertório. Essa abordagem permite que diferentes públicos conheçam obras históricas da música brasileira de forma atualizada.
Participações e colaborações ao longo da carreira
Claudya colaborou com músicos renomados como Hermeto Pascoal, Zimbo Trio, Sivuca e Chico Medori. Também atuou em espetáculos teatrais de destaque, incluindo Evita, em 1983, interpretando Eva Perón ao lado de Mauro Mendonça e Carlos Augusto Strazzer. A apresentação durou nove meses.
A cantora ainda participou de festivais nacionais e internacionais, consolidando seu nome e ampliando a visibilidade da música popular brasileira. Sua trajetória reflete adaptações a diferentes fases da indústria fonográfica e mudanças culturais no país.
Legado e importância cultural
A carreira de Claudya demonstra compromisso com a interpretação musical e preservação da memória da música brasileira. Aos 77 anos, a artista segue ativa, apresentando shows comemorativos e relançando álbuns históricos em formatos como vinil, incluindo Jesus Cristo (1971) e Deixa Eu Dizer (1973).
O show de Claudya permite ao público observar a continuidade de uma carreira marcada por inovação, técnica vocal e escolhas artísticas consistentes. Para acompanhar novas datas da turnê e detalhes sobre o repertório de Claudya, acesse o site oficial do SESC.