Os transportadores autônomos que trabalham com cargas a granel nas cidades de Santos, Guarujá e Cubatão vão realizar uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (25). A mobilização está marcada para começar às 8h, com concentração no Pátio Regulador de Cubatão, e foi convocada pelo Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas a Granel que representa a categoria na região.
A paralisação ocorre em meio à insatisfação dos caminhoneiros com mudanças que passaram a impactar diretamente a rotina de trabalho nos portos. A expectativa é de que a mobilização reúna profissionais que atuam diariamente no transporte de cargas a granel e que dependem do acesso aos pátios reguladores para participar das operações portuárias.
Cobrança nos pátios é o principal motivo do protesto
De acordo com o sindicato, o principal motivo da paralisação é a cobrança pelo uso dos pátios reguladores, que passou a ser exigida como condição para que os caminhoneiros possam atuar nas operações. Hoje, os profissionais precisam pagar cerca de R$ 100 para acessar o local, além de uma taxa adicional caso o tempo de permanência ultrapasse o período permitido, situação que tem gerado forte insatisfação na categoria.
A entidade afirma que a cobrança tem impactado diretamente a renda dos trabalhadores, especialmente dos motoristas autônomos, que já enfrentam custos elevados com combustível, manutenção e alimentação durante as viagens.
Autoridades foram oficialmente notificadas
Em comunicado assinado pelo presidente do sindicato, José Cavalcanti de Andrade, a paralisação foi formalmente informada a diversos órgãos públicos e entidades ligadas ao setor. Entre eles estão a Autoridade Portuária de Santos, órgãos de trânsito, forças de segurança e as prefeituras de Santos, Guarujá e Cubatão, além das empresas responsáveis pela administração dos pátios logísticos.
Segundo o sindicato, a manifestação terá caráter pacífico e não haverá bloqueio de rodovias ou vias públicas. Os caminhoneiros também devem ser orientados a manter uma postura respeitosa durante o ato. A entidade informou ainda que permanece aberta ao diálogo com as autoridades e com os responsáveis pelas operações portuárias para buscar uma solução rápida para o impasse.