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Minha Casa, Minha Vida amplia limite renda e vale para imóveis até R$ 600 mil

Programa habitacional amplia renda familiar, muda juros e aumenta valor máximo de imóveis financiados
Casas populares do Minha Casa Minha Vida ilustrando novas regras de financiamento e limite de renda familiar.

O programa Minha Casa, Minha Vida ampliou o limite de renda familiar e os valores de financiamento habitacional nesta terça-feira (24). A proposta foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS.

Com a mudança, famílias da classe média com renda de até R$ 13 mil poderão participar do programa. A atualização também contempla outras faixas, que tiveram aumento entre R$ 300 e R$ 1 mil.

Confira o novo limite de renda familiar:

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5 mil
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
  • Faixa 4: de R$ 12 mil para R$ 13 mil

A Faixa 4 foi criada no último ano e é voltada à classe média.

Alterações nas taxas e no valor máximo dos imóveis

Família celebrando inclusão no Minha Casa Minha Vida após mudanças no limite de renda e financiamento.
Mais 8,2 mil famílias de classe média também devem ser incluídas no Minha Casa Minha Vida. (Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A taxa de juros da Faixa 1 passa a ser de 4,50%. Antes era de 4,75%.

  • Faixa 3: com aumento de 14%, passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil
  • Faixa 4: com aumento de 22%, passa de R$ 500 mil para R$ 600 mil

Com as novas regras, mais de 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas com a redução dos juros. Outras 31,3 mil devem passar a ter acesso ao programa a partir da ampliação da Faixa 3, e mais 8,2 mil famílias de classe média também devem ser incluídas no Minha Casa Minha Vida.

Impacto

As mudanças devem causar um impacto de R$ 500 milhões em subsídios e R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.

FGTS-Saúde

O conselho também aprovou a retomada do FGTS-Saúde, voltado a entidades filantrópicas que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS). As novas regras ampliam prazos:

  • Até 15 anos para reestruturação financeira de entidades
  • Até 20 anos para compra de equipamentos
  • Até 30 anos para crédito a obras de instalações de saúde

A proposta teve resistência de representantes do setor privado, que criticaram o uso de recursos do FGTS para reestruturação de instituições. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) votou contra.

O Conselho Curador também aprovou a inclusão de mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).

*Com informações de Agência Brasil


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Atualmente, desenvolve iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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